"Nem só de caviar vive o homem" é o título de um livro escrito por Johannes Mario Simmel. Conta a história real de Thomas Lieven, verdadeira aventura durante a II Guerra Mundial e de como conseguia fazer maravilhas na cozinha, mesmo quando praticamente não havia ingredientes disponíveis. Minha mãe, esse livro e mais recentemente boas amigas e vários blogs me inspiram na cozinha. Este blog é sobre os resultados que nela obtenho e assuntos relacionados ao prazer de comer e beber.
17 de abril de 2013
Sopa de zanahoria y jenjibre para calentar hasta el alma
Hay que calcular buena cantidad de zanahorias, son lo único que le da volumen a esta sopa que no lleva papas ni harina o proteínas - imaginen que, enteras, llenen un plato playo por persona dispuestas lado a lado. Es liviana y muy seductora por sus aromas y sabor dulzón.
Ingredientes:
* zanahorias
* cebolla
* jenjibre fresco (como tenía en conserva usé ese, pero sale distinto)
* nuez moscada - imprescindible
* sal + pimienta
[* crema de leche o aceite de oliva]
Rehogar una cebolla picada groseramente en un poco de aceite y añadir zanahorias en pedazos (lavadas y sin cáscara si estuviera muy fea). Dejar rehogar un poco y luego agregar agua hasta cubrir. Agregar jenjibre fresco a gusto - le da aroma, sabor y picante.
Cocinar hasta que estén al dente, procesar en la licuadora utilizando el agua de la cocción (hay que ver si toda) y devolver a la olla para recalentar. Salpimentar - le puse apenas una puntita de sal para realzar el sabor, quedó dulzona y me encanta así. Agregar nuez moscada (si posible rallada en el momento).
En el plato, agregar un poco de crema de leche fresca o aceite de oliva. Servir sola, con croutons o pan fresco.
Otra forma de realzar aún más los sabores sería asando las zanahorias al horno o a la parrila en vez de cocinarlas en agua.
¡Buen provecho!
1 de março de 2013
Hamburguesas vegetarianas
La receta es del queso Cremon untable. Ricas.
Para 10 hamburguesas:
* 2 latas de lentejas, lavadas y escurridas
* 2 tazas de'arroz cocido y frio
* 2 cebollitas de verdeo picadas y rehogadas en manteca
* 1-2 dientes de ajo picados
* 5 cucharadas de cremon untable
* 4 cucharadas de leche
* 2 cucharadas de ketchup
* 2 cucharaditas de hierbas secas - perejil, oregano...
* sal y pimienta
Procesar todos los ingredientes hasta formar una pasta. Dividir en diez porciones y dar forma de hamburguesa. Cocinar en sarten de teflon hasta dorar de los dos lados.
3 de agosto de 2011
15 de julho de 2011
Lazanha vegetariana
15 de setembro de 2010
4 de setembro de 2010
Panquecas de acelga
Vi na TV quando Francis Mallman cozinhava ao ar livre, no meio da Patagônia, usando brasas, muitas brasas. O cachorro dele, como sempre, dormindo tranquila e confortavelmente acomodado numa bolsa com cobertores, hehehe. Dessa vez ele fez panquecas com cebolinha refogada incorporada na massa, recheadas de acelga com molho branco, regadas com molho de tomate e creme de leite fresco e gratinadas com parmesão num forno improvisado com duas frigideiras e mais brasas por todos os lados. Fiz minha versão caseira ontem, mas tenho certeza de que o ambiente, o frio e as brasas da Patagônia as deixam mais gostosas que as saídas do forno da casa da minha mãe. * Picar e refogar cebolinha na manteiga, reservar. Fazer a massa das panquecas e cozinhar (assar, fritar?) cada uma sobre uma parte dessa cebolinha - para facilitar e porque eu não tinha muita, incorporei a cebolinha à massa. Reservar.
* Preparar molho branco com bastante noz moscada. Branquear as folhas de acelga, picar grosseiramente e incorporar no molho branco. Adicionar também cebolas picadas pequeno e refogadas em manteiga e azeite até ficarem transparentes. Acertar o sal e a pimenta.
* Rechear cada panqueca com a acelga, arrumar numa assadeira, cobrir com molho de tomate e creme de leite, polvilhar parmesão e levar tampado com alumínio ao forno até aquecer, logo destampar e esperar que o queijo gratine.
Cuidado para não se queimar! Vai bem com vinho tinto, num dia frio, no cenário do programa de TV ou frente a uma lareira, ou simplesmente no aconchego de casa, num frio dia chuvoso ;-)
29 de agosto de 2010
Variações sobre o mesmo tema
Ontem jantamos torta de tomates. Se for analisar bem, não deveria ter sucumbido à tentação da receita que a Fer publicou no Chucrute, porque estamos no inverno, não é época de tomates, que estão feios e caros, mas... (na história do Brasil sempre há um 'mas', como diria minha professora de história da quinta série, D. Yara).
Tomates feios me fizeram escolher tomates cereja - eram os mais maduros e bonitos (faltou serem orgânicos). Queijo de cabra não achei - e isso que estava disposta a provar. Beleza, comprei um queijo branco cremoso, bem leve e quase sem sal. A ele misturei uns pedaços de um queijo duro que tinha na geladeira e muita cebolinha, além de acertar o sal. Mais uma modificação na realização da receita: minha experiência com massa folhada é que o fundo fica parecendo meio cru, então decidi pré-assar a massa 15 minutos antes de montar a torta.
Resumindo, ficou assim:
* pré-aquecer o forno na temperatura em que será usado
* forrar uma assadeira com papel-manteiga untado
* estender a massa folhada comprada pronta e dobrar os cantos para formar a borda; furar com um garfo em toda a extensão para evitar bolhas
* pré-assar por 15 minutos
* cobrir com a mistura de queijo branco, queijo picado, cebolinha e sal
* cobrir com os tomatinhos cortados em metades
* temperar com sal, azeite e pimenta moída na hora
* assar por 20 minutos ou até que a massa esteja dourada - aproveitei que o forno tem salamandra e acrescentei 5 minutos para dar uma dourada superior em tudo (polvilhei pouquíssimo açúcar nesse momento para ajudar).
Ficou uma delícia digna de repetir em porções individuais para petiscos em alguma festa - hoje provaremos fria.
... um tempo depois...
Fica realmente muito boa fria recém saída da geladeira. Se tiver uma cervejinha para acompanhar, melhor.
12 de abril de 2010
Chucrute + Cucinetta = almoço delicioso
Ler receitas nunca foi meu forte. Acho bem legal quando a Fer do Chucrute conta com entusiasmo que lê seus livros e revistas de receitas, que passa um tempão imaginando e procurando pela receita perfeita. Já eu acabo sendo mais preguiçosa. Acho que sou conquistada primeiro pela foto, que cutuca minha imaginação e logo estou imaginando como será a receita antes de começar a ler sobre seus ingredientes ou preparo. E para esse modus operandi a internet funciona melhor. Os livros de receitas não conseguem publicar fotos de todas as receitas, já nos blogs a coisa é diferente. Tenho alguns preferidos, como o Chucrute (vocês já devem ter percebido...) e o La Cucinetta ou o Come-se e de lá tiro muitas das minhas inspirações para a cozinha. No fim de março me encantei por uma receita de Capuns e não sosseguei enquanto a acelga não baixou de preço o suficiente para virar essa delícia. Fazê-los leva seu tempo (pelo preparo das folhas de acelga mais que nada), mas garanto que vale a pena! Por mim, o almoço nem incluiria carne, seria uma cardápio vegetariano, mas os paladares alheios pedem o complemento da 'mistura', então juntei aos capuns o frango com molho de laranja sobre purê de cenoura.
Não sei quais capuns ficaram mais gostosos, se os do dia ou os que sobraram e foram aquecidos no dia seguinte no molho de laranja numa frigideira. O molho de laranja reduziu ainda mais, deixando os capuns levemente caramelados. Fico com água na boca só de pensar!
Para facilitar a vida, copio e colo as receitas tal qual foram publicadas pela Ana e pela Fer. Patota: faça os capuns, vocês vão AMAR!
CAPUNS (da revista La Cucina Italiana)
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções [se for comer apenas isso]
Ingredientes:
- 300g caldo de legumes (uns 300ml, mais ou menos)
- 200g pão integral amanhecido, moído no processador ou liquidificador em pedacinhos menores
- 80g queijo Emental
- 50g manteiga + um pouco p/ untar a forma
- 12 folhas grandes e sem rasgos de couve chinesa
- 2 ovos
- 1 cebola grande, picada
- manjerona
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- Pré-aqueça o forno a 200ºC e unte uma travessa refratária média com manteiga.[esqueci de untar, não fez a menor diferença]
- Leve água salgada a ferver. Corte fora os talos brancos e duros das folhas que se destaquem para fora da folha (não jogue fora: use numa fritatta depois, ou no caldo de legumes). Mergulhe as folhas na água fervente com cuidado, poucas de cada vez, deixando por 1 minuto e retirando. Deixe-as secar abertas sobre um pano de prato.
- Derreta a manteiga em uma frigideira grande. Refogue a cebola picada até que amoleça e junte o pão moído. Cozinhe, mexendo sempre, por uns 5 minutos, até que o pão esteja ligeiramente dourado e aromático. Deixe esfriar.
- Em uma tigela, bata os ovos ligeiramente com algumas pitadas de manjerona [que eu não tinha e substituí por noz moscada], sal e pimenta. Quando o pão estiver frio, junte-o aos ovos e a 3/4 do queijo ralado. Misture bem. O pão absorverá toda a umidade.
- Coloque uma folha aberta à sua frente. Coloque uma colherada generosa do recheio de pão no centro da folha. Dobre as laterais por sobre o recheio. Dobre a parte inferior sobre o recheio e, aproveitando o movimento, termine de enrolar com cuidado o capun. Repita com os outros onze e os arranje na travessa untada.
- Despeje o caldo (frio ou morno) sobre os capuns e polvilhe com o restante do queijo. Leve ao forno por 20 minutos, ou até que o queijo esteja derretido e dourado (eu poderia ter deixado dourar mais, mas estava morrendo de fome! hehehe...). Sirva imediatamente, 3 capuns por pessoa.
Frango com purê de cenoura e molho de laranja
* 6 peitos de frango batidos fino
* 16 colheres de sopa de azeite extra virgem
* Sal Kosher ou marinho grosso e pimenta do reino moída a gosto
* 4 xícaras de caldo de galinha [*usei de legumes]
* 2 quilos de cenouras cortadas em rodelas
* 1 cebola grande picada
* 1 1⁄2 xícaras de suco de laranja
* 4 colheres de sopa de manteiga sem sal
* 2 laranjas descascadas e cortadas em gomos
* 3⁄4 xícara de harissa [nunca tinha ouvido falar em harissa e não faço idéia de onde procurar por ela, então usei uma pasta de curry fenomenal que se vende aqui]
* 2 colheres de chá de vinagre sherry [jerez]
* 100 gr de folhas de dandelion / dente-de-leão [ou outra folha verde] - Dente-de-leão é uma delícia: amargo, seria um belo contraste, mas abri mão da salada já que incluí os capuns no menu do dia. Não vale abusar do dente-de-leão, ele pode cair meio mal se consumido em excesso.
* 3⁄4 xícara de azeitonas pretas secas cortadas grosseiramente
* 2 echalotas picadinhas
Numa vasilha coloque os peitos de frango e tempere com 3 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino. Reserve. [deixei marinar na geladeira]
Numa panela cozinhe as cenouras no caldo de galinha [ou legumes - usei um caldo feito na hora: aproveitando a água usada para branquear as folhas de acelga, cozinhei as cascas e a bundinha da cenoura, os talos da acelga e um cubinho de caldo de legumes sem sal] até elas ficarem bem macias. Escorra. Na mesma panela coloque 1/2 xícara de azeite e refogue a cebola. Adicione as cenouras cozidas. Bata no processador com 2 colheres de sopa de azeite [usei caldo do cozimento em vez de azeite] até formar um purê. Tempere com sal e pimenta e reserve.
Numa panela pequena coloque o suco de laranja e cozinhe até reduzir pela metade, uns 15 minutos. Misture a manteiga, tempere com sal e pimenta. Junte os gomes de laranja e reserve.
Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa grelha ou frigideira de ferro frite os peitos de frango, três de cada vez, virando para que fiquem dourados nos dois lados. Transfira os peitos de frango fritos para um refratário. Pincele com parte da harissa [*eu usei um pouco menos do que a receita pedia, porque não gostamos de nada muito apimentado] e asse por uns 10 minutos.
Misture o restante do azeite com o restante da harissa e o vingre sherry numa vasilha pequena. Misture as folhas verdes, azeitonas e echalotas picadas e tempere com o molho.
Sirva o cada peito de frango sobre o purê de cenouras, regue com o molho de laranja e acompanhe com a salada de folhas verdes [*que no meu caso não teve, infelizmente].
PS.: Não sou vegetariana e não pretendo ser, mas só não como menos carne porque quem cozinha no dia-a-dia é minha mãe e os costumes aqui na casa dela são diferentes daqueles que tenho adquirido com o passar do tempo na cozinha. Simplesmente não acho tanta graça no preparo de carnes, acabo me empolgando mais com receitas sem elas. Por mim, deixaria as carnes para os dias de churrasco ou quando aparecer aquele pedaço imperdível de cordeiro, de costela de porco ou uma bela feijoada com carne seca e paio. Mas, enquanto morar na casa de papai e mamãe, continuarei com as carnes, mesmo porque as necessidades deles são diferentes das minhas ;-)
23 de maio de 2009
Kapustytchnii pirog - torta russa de repolho
A essa delícia da cozinha russa fui apresentada na Páscoa. Eu pre-ci-sa-va aprender!! E fiz isso no dia 15. Como estamos falando de uma massa com fermento fresco, prepare-se para passar calor na cozinha. A mesma massa pode ser usada também para fazer tortinhas individuais, pãezinhos recheados ou simplesmente um pão branco muito fofinho e bem massudo (que é o que vira a massa que sobra dessa receita). A receita se presta muito bem ao congelamento e a torta descongelada fica tal qual a recém feita. Que bom, porque a receita é grande e para as 3 pessoas que comem aqui na casa dos meus pais é muito grande.
Usei ovos caipira para que a massa ficasse mais amarelinha como a de Swetlana, prima de meu pai que me passou essa receita.
Para o receio
* usei aproximadamente 1,3kg de repolho - retire as partes mais duras do centro e as folhas externas, pique o restante
* sal grosso - aprox. 1 colher de sopa rasa
* óleo para refogar - aprox. 200ml
* 1 cebola grande picada
* 4 ovos cozidos picados
Depois de picar o repolho, adicione o sal grosso e amasse para que ele solte um pouco de água. Refogue a cebola até que fique transparente, junte o repolho, misture bem e deixe refogar em fogo muito baixo com a panela tampada até que esteja macio e pegue um bronzeadinho. Deixe esfriar e junte os ovos picados (usei o processador). Reserve.
Para a massa
* 50g de fermento fresco
* 1 CS rasa de sal fino
* 1/2 l de leite morno
* 1 kg de farinha de trigo (+ um tanto para abrir a massa)
* 2 CS açúcar
* 4 gemas
* 200g manteiga (temperatura ambiente)
* 2 CS óleo (agora que escrevo a receita noto que esqueci do óleo e que não fez diferença não)
* 1 ovo para pincelar
Antes de começar a fazer a massa, aqueça o ambiente: coloque a chaleira com muita água para ferver, ferva uma panela com água, coloque o repolho para refogar. A panela com água quente será útil para fazer a massa crescer - depois que ferver, apague o fogo e deixe ela ir amornando.
Num recipiente graaaaaande (usei uma panela bem alta), misture o fermento com o sal até que fique líquido, adicione o açúcar, e o leite morno e misture bem para então acrescentar as gemas. Nessa mistura adicione a metade da farinha e a manteiga e misture até que fique liso. Vá adicionando o restante da farinha (será necessário pôr a mão na massa) e amassando até que a massa desgrude da mão. Talvez você precise de menos farinha que o 1kg recomendado, talvez de um pouco mais - isso dependerá do tamanho dos ovos, do fermento, da temperatura da cozinha. Uma vez que a massa tiver desgrudado da mão, deixe-a nesse recipiente, cubra-o com um pano de prato limpo e apoie o recipiente em cima da panela de água (aquela de antes), que deverá estar morna. É importante que esteja morna, não mais fervendo, porque queremos que a massa cresça, não que comece a cozinhar na panela, ok?
Bom, agora vá dar uma volta, tome um café e deixe o fermento fazer sua parte. A massa demorará aproximadamente 2 horas em crescer - ela triplica ou até quadruplica de tamanho (lembra que falei de usar um recipiente grande? Pois então!).
Enquanto isso, a chaleira permanece fervendo ali por perto, para manter a umidade e o calor na cozinha (principalmente se for inverno, num verão calorento, pule esse item). Lembre de enxer a chaleira se ela for pequena, afinal, ela ficará 2 horas no fogo.
Bom, agora que a massa cresceu, vamos abrí-la. Coloque bastante farinha numa mesa ou mesada e a massa no meio, corte 2/3 dela e reserve o restante para a tampa. Abra com um rolo, acomode numa assadeira untada com óleo e corte as bordas que sobrarem. Preencha com o repolho, abra o restante da massa e cubra a torta, apertando nas laterais para fechar. Como as sobras é possível fazer enfeites. Pincele com ovo ligeiramente batido.
Asse em forno médio-baixo por 40 minutos ou até o cheiro invadir a casa e o pirog ficar douradinho.
A receita é grande. Se a sua assadeira for como a minha, de tamanho "normal" - não extra XXG, dá pra fazer duas tortas ou então uma torta generosa + um pão. Deixei uma parte para fazer pão, que também foi pincelado e ficou esperando em cima do fogão coberto pelo pano de prato até a torta teri sido assada e haver lugar no forno. A massa cresceu novamente e o pão ficou ótimo, mas se não tivesse ficado, tudo bem, a estrela do dia era mesmo o pirog.
3 de abril de 2009
Torradas com champinhons
Mais uma do livro sobre a vida de Thomas Lieven: aqui ele prepara pratos da cozinha húngara, que rendem uma idéia salvadora, envolvendo a esposa de um diplomático de um país centro-americano e passaportes vencidos...
Escolhi a receita por saber que é deliciosa e que acompanharia bem a sopa que fiz a partir do molho de palmito que sobrou do almoço.
Para a sopa, fiz um pouco de caldo de legumes e simplesmente misturei ao molho que foi então aquecido. Ficou boa, mas claro que o sabor dos palmitos, que já era suave, ficou diluído e praticamente imperceptível...
Torradas com champinhons
Pegue champinhons frescos (usei os Paris, marronzinhos, que gosto mais - cuidado que podem vir com terra), lave-os e corte em finas fatias depois de tirar eventuais partes machucadas. Refogue-os em manteiga até ficarem macios, tempere com sal e pimenta, adicione um pouco de creme de leite fresco e deixe apurar um pouco.
Usei fatias de pão de forma, mas escolha o pão que mais gostar. Para que não absorvam demais o caldo dos cogumelos, torrei levemente na torradeira. Cortei cada fatia em quatro e coloquei montinhos de cogumelos sobre cada uma delas. Logo espremi umas gotas de suco de limão sobre cada bocado, polvilhei com parmesão ralado e salsinha finamente picada e levei ao forno para gratinar e aquecer.
Sirva quentes, se puder, em pratos aquecidos, pois esfriam rapidamente.
Podem ser usadas como entrada, petisco ou, como eu fiz, acompanhamento de uma sopa.
2 de abril de 2009
Susto e palmitos
Relatada a parte "susto" do título, vamos aos palmitos.
Hoje almoçamos "vegetarianamente", mas sem a intenção em si de não comer carne.
Fiz ravioles de verduras y queso com um molho de palmito inventado na hora (porque não achei uma receita e não tinha mais tempo para ficar fuçando).
Os ravioles são fáceis de comprar aqui nessas terras argentinas: escolha uma das muitíssimas fábricas de pastas, escolha os ravioles (ou a massa) que mais apetecer, ferva água com sal, adicione a plancha de ravioles e, em 3 a 5 minutos, voilá: deliciosos ravioles.
Para o molho dourei cebola finamente picada em manteiga, juntei palmito picado para refogar, adicionei farinha de trigo, dourei um pouco e fui adicionando leite lentamente e mexendo até levantar fervura. Então processei tudo na panela mesmo, acrescentei um pouco de parmesão ralado, nóz moscada ralada na hora e pimenta do reino. Nem sequer senti necessidade de acertar o sal. Se analisar bem, nada além de um clássico molho branco incrementado com palmitos (que também ficaria bem num prato fundo com croutons, recebendo o nome de creme de palmitos!! Sobrou molho: o que você acha que haverá para o jantar?).
Na hora de servir, primeiro os ravioles, logo o molho e algumas rodelas de palmito que havia separado com essa intenção.
20 de agosto de 2008
Petiscos de?
Mexeu com a minha curiosidade.
No ato lembrei das minhas cenourinhas e beterrabinhas orgânicas esperando pacientemente por mim na geladeira. Resultado: elas continuam esperando lá (agora cozidas no vapor), mas as ramas!!! Não passaram daquela noite.
Em tempo: ramas e folhas de beterraba são "macias", já as de cenoura são mais duras e fibrosas e difíceis de mastigar (cuidado para não engasgar com elas, principalmente com a parte mais foliar!). No caso das ramas de cenoura, utilize as mais novinhas ou apenas o talinho das mais desenvolvidas. Ah! Deixe um pedacinho da cenoura nas ramas para dar um toque a mais no petisco. Eu separei cenouras de suas ramas manualmente e adoro o estalo que isso dá.
Ramas de beterraba refogadas
* lave bem as ramas de beterraba para tirar qualquer terra que nelas habite
* corte caules e folhas e refogue em azeite com cebola previamente dourada
* tempere a gosto (não coloquei nem sequer sal, já que elas foram para o omelete)
Ometele com ramas de beterraba refogadas
Um pouco antes das ramas chegarem no ponto, coloque ovos previamente batidos e temperados com sal e pimenta do reino moída na hora. Deixe secar bem antes de virar, seque o outro lado, polvilhe com parmesão ralado na hora e sirva ainda quente. Fica delicioso e muito bonito, pelo contraste do amarelo do ovo (se for caipira/orgânico, a cor fica mais ressaltada) com o bordô das ramas e o verde das folhas.
Tempurá de ramas de cenoura
Quando ouvi a descrição do prato logo imaginei uma massa tipo tempurá. Que me perdoem os que sabem receitas orientais se eu estiver errando feio, mas inventei minha massa de tempurá seguindo meus instintos e achei que ficou muito boa.
Massa para tempurá:
* dois ovos inteiros (usei orgânicos)
* cerca de 200ml de leite (o meu era longavida desnatado)
* cerca de 8 colheres de sopa de farinha de trigo (usei orgânica)
* sal a gosto
A quantidade de farinha dependerá do tamanho dos ovos e da quantidade de leite. Não medi nada, lamento. A consistência era a de uma panqueca daquelas que ficaria mais fininha, o suficiente para cobrir as ramas que logo eram fritas em óleo bem quente. Também errei na quantidade de massa, que sobrou e acabou indo para o lixo, que pecado.
O único inconveniente do prato? O fato de ser frito... É nessas horas que me lembro porque as frituras (que tanto adoro) estão banidas da minha cozinha...
Não publico as fotos porque ficaram péssimas e não fazem juz à delicia que ficaram esses dois pratos.
20 de junho de 2008
Mais um convescote no parque
Dessa vez, para comemorar a formatura do curso de jardinagem.
As aulas acontecem no Parque Ibirapuera: quer melhor maneira de comemorar do que num piquenique ao ar livre, debaixo de uma Tipuana, com gente maravilhosa?
Como o evento foi organizado com antecedência, dava para saber mais ou menos o menu do convescote. Resolvi levar algo leve e saudável: palitos de cenoura e de pimentão verde (lamentavelmente não consegui comprar aipo) com um patê-dip-molhinho de ricota.
Fiz assim:
* 300g ricota fresca (daquelas mais molhadinhas)
* 1 caixinha de creme de leite
* 1 tomate picado em quadradinhos bem pequenos
* dill (ou endro) - usei mais ou menos 2 colheres de sopa do dill que estava congelado
* 1 pitada de canela
* 1 colher de sopa de vinagre de laranja
* sal e pimenta do reino à gosto
Esfarelei bem a ricota e adicionei os demais ingredientes. Depois de misturar bem, deixei passar a noite na geladeira para pegar bem o gosto dos temperos.
Para levar tudo ao parque sem estragar - a comemoração foi depois da aula de encerramento - fiz assim: deixei os palitos de cenoura e os de pimentão num potinho com tampa com um pouco de água mineral dentro da geladeira durante toda a noite. De manhã, enquanto tomava meu desjejum, coloquei esses potinhos no freezer. Ficou tudo levemente congelado. Levei esse pote e o da ricota num isopor com gelo e um suco em embalagem tetrapack que eu havia também congelado.
Errei só numa coisa: o suco não descongelou para a hora da festança, ainda bem que outras pessoas também levaram bebidas ;-) .
6 de abril de 2008
Kibe natural de forno
Abaixo, a receita com algumas anotações extras.
*****
Kibe natural de forno
Ingredientes - massa:
* 1/2 kg de trigo para kibe
* 4 pães amanhecidos
* 4 tabletes/pó de caldo de legumes
* 2 ovos inteiros
* ½ xícara de óleo
* 240ml de leite
Ingredientes - recheio:
* mussarela picada
* tomate picado
* orégano
* folhas de hortelã picadas
* azeite
* sal à gosto
Preparo
Lavar o trigo e deixar de molho por 10 minutos. Espremer e deixar na geladeira por 30 minutos. Colocar os pães picados de molho no leite e dissolver o caldo de legumes em 250ml de água quente. Formar uma pasta (pão+leite+caldo de legumes). Em seguida, misturar bem o trigo, o óleo, a pasta formada com o pão e os ovos.
Em um refratário untado com manteiga ou margarina, colocar uma camada de massa e em seguida o recheio. Cobrir com o restante da massa. Para finalizar, fazer cortes diagonais no quibe, colocar manteiga em flocos espalhada na superfície, que depois irá dourar.
Cobrir com papel alumínio e levar ao forno pré-aquecido em temperatura média (180ºC) por aproximadamente 40 minutos. Quando começar a cheirar bem, tirar o alumínio e deixar mais 10 a 15 minutos em forno alto para dourar. Servir com uma salada - eu fiz uma variação desta salada oriental de acelga, publicada no blog Pecado da Gula.
Agora que transcrevo a receita, dou-me conta que os ovos tampouco estavam no modo de preparo e que acabei esquecendo deles. Não fizeram falta. Para ser bem sincera, dou-me conta de que modifiquei também bastante do recheio... Como a receita é grande, rendeu uma travessa média (30 x 19cm) e uma menor. Uma delas foi recheada com tomate, cenoura pré-cozida em rodelas, mussarela e alcaparras. A outra (que ainda não provamos) levou alho poró, mussarela e alcaparras.
