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27 de agosto de 2010

Torta de maçã e marzipã

Uma amiga que cozinha muito bem comentou sobre essa receita porque ela sabe que aqui é mais barato conseguir massa de Marzipã importada da Alemanha que por ai em Sampa. (Mais barato nem sempre significa mais fácil, já que aqui as importações andam meio complicadinhas.)



Comece refogando maçãs em quantidade suficiente para cobrir a torta. Descasque, corte em fatias e, numa panela, leve a fogo com uma colher de água e outra de suco de limão. Acerte com açúcar para o seu paladar. Reserve e deixe esfriar.*
Faça uma massa podre, cubra uma forma desmontável e leve ao forno para pré-assar por uns 15 minutos. Cubra com as maçãs, bata a massa de marzipã (200g) com meio litro de creme de leite fresco e use esse creme para cobrir as maçãs. Volte a torta ao forno para assar mais 15 minutos até que esteja dourada.

*Particularmente uso mais limão e pouquíssimo açúcar, gosto do contraste das maçãs mais azedinhas com o doce do creme que as cobre.

23 de maio de 2009

Mission accomplished!



Consegui a receita da torta de maçãs que baba - minha avó paterna - fazia, que todos adorávamos e cuja receita eu havia perdido... Vou publicar, guardar o caderno, mandar para os amigos e garantir que nunca mais desapareça!!!! Na Páscoa fui almoçar na casa de uma prima de meu pai e ela fez uma torta de maçã com o gosto certo, porém a fez fechada. A de minha avó era aberta. Ótima, mas nada de me dar a receita... "Vem aqui, tem que ver fazer, aprender...". Beleza.
Dia 15 fui lá aprender a fazer um outro pirog (a palavra russa para torta, seja ela salgada ou doce) e aproveitei para pegar essa também (ela não quis me passar antes). É a receita da mãe dela, irmã de minha avó. Ou seja: A RECEITA!!!
Iuhu!

Yablotchnii pirog (torta de maçãs)

Para o recheio
* 6 maçãs verdes grandes (ou 8 menores)
* suco de limão
* açúcar
Difícil definir quantidades... Dependerá das maçãs, do tamanho da forma (sei uma 30 x 20cm) e do seu paladar para o açúcar.
Faça um purê com as maçãs verdes sem as cascas e os miolos, regando-as com suco de limão para que não escureçam. A dica é colocar as maçãs picadas no microondas por três minutos, mexer, mais 3 minutos, mexer e seguir assim até que estejam com consistência de purê e só então adoçar a gosto. Ou, senão, fazer numa panela tampada mesmo, em fogo baixo, para não ter que adicionar água.
Se ainda assim elas tiverem soltado muita água, tire um pouco para não encharcar a torta.

Para a massa
* 240g de farinha de trigo
* 4 colheres de chá de fermento em pó (na próxima diminuirei para 3cc) - se preferir, use farinha com fermento e esqueça esse ingrediente
* 100g de açúcar
* 125g de manteiga
* 1 gema
* 1 ovo - usei os caipiras do post anterior, que deixam a massa mais amarela
* 2 colheres de sopa de leite

Misturar a manteiga e o açúcar, adicionar a gema e o ovo e obter um creme. Adicionar a farinha e o leite e amassar até a massa ficar lisa. Colocar a massa na geladeira por 20 minutos para ser menos impossível abri-la.
A torta original é feita numa forma redonda e tem fundo e tampa. Para isso é preciso abrir a massa com um rolo. Essa massa é MUITO grudenta e quebradiça e não se obtém o mesmo resultado se acrescentar mais farinha. Portanto, para abri-la, requer-se de muita paciência e de farinha para a superfície onde será aberta. Recomendo fazer isso sobre papel manteiga ou uma placa de silicone (ambos com muita farinha) para poder depois virar o disco sobre a forma.
Ou, para simplificar a vida, faça como minha avó (e como eu): coloque a massa numa assadeira untada e enfarinhada e vá distribuindo ela com as mãos mesmo, tentando deixá-la uniforme. Guarde um pouco de massa para fazer uns enfeites. Baba costumava escrever nosso nome em russo quando fazia essa torta para nosso aniversário ou dia de santo.
Coloque o purê de maçãs verdes, a tampa ou os enfeites e asse em forno médio, médio-baixo por aproximadamente 40 minutos (ela vai desprender um aroma perturbador quando estiver quase pronta e a massa ficará douradinha).
Logo quando retirar do forno, polvilhe açúcar de confeiteiro usando uma peneira. Ele será absorvido pelo purê e ficará aparente apenas sobre a massa.

Pronto. Agora delicie-se com ela ainda morninha ou em temperatura ambiente no dia em que foi feita, descubra a massa levemente crocante e acompanhe com um chá preto com limão (como Baba gostava de fazer), com um delicioso café e, se quiser abusar das calorias, com creme de leite batido.
Se sobrar, guarde na geladeira. Ela já não será a mesma, pois umedece, mas continuará deliciosa e imperdível ;-)


Clique nas fotos para ampliar

15 de fevereiro de 2009

Torta "represada" de maçã


Essa é mais uma tentativa de recriar a torta de maçã que minha avó paterna fazia, que toda a família adora e que ninguém tem a receita...
Uma vez ela anotou para mim, eu devia ter uns 14 anos, mas quem disse que eu consigo encontrar essa preciosa anotação?

Torta "represada" de maçã porque a assadeira era demasiado grande. Cheguei a tirar foto da torta antes de assar, caso o dick não resistisse e vazasse toda aquela deliciosa maçã. Mas, para minha felicidade, para uma cozinheira amadora sou ótima engenheira civil ;-) .
Ficou gostosa, refrescante, mas ainda não é essa a massa que estou procurando. Ok! Continuarei tentando.

Massa
* 200g de manteiga em teperatura ambiente
* 3 colheres de sopa rasas de açúcar
* 2 gemas
* 1 colher de chá de fermento em pó
* 400 g de farinha de trigo

Misturei a manteiga com o açúcar até formar um creme, acrescentei as gemas e continuei batendo. Logo incorporei a farinha de trigo peneirada com o fermento e bati até obter uma massa lisa que então forrou uma assadeira untada e enfarinhada. Furei o fundo da massa com um garfo para não formar bolhas ao assar. Essa massa foi preenchida com o purê de maçãs, decorada com um pouco de massa que eu havia separado para essa finalidade e assada por 30 minutos em forno moderado.
Ainda quente, foi polvilhada com açúcar de confeiteiro - coloquei numa peneira fina e fui polvilhando a totalidade da torta. O recheio úmido absorve o açúcar, deixando visível apenas a porção que cobre a massa decorativa.
Deixe esfriar, coloque na geladeira por pelo menos duas horas e sirva gelada. Se quiser, acompanhe com creme chantilly batido na hora.

Recheio
Usei seis maçãs de tamanho médio, daquelas suculentas. Elas foram lavadas, descascadas e raladas com ralo grosso. Foram para a panela com açúcar - a quantidade dependerá das maçãs, uns pedaços de casca de limão e 50ml de suco de limão - essa quantidade também pode variar de acordo com seu paladar.
É importante que o recheio esteja frio antes de ir para a assadeira, porque a massa contém manteiga.

20 de novembro de 2008

Costela assada


Comprei uma bandejinha de costela bovina e tive a grata surpresa de ser desossada. Pura carne deliciosa.
Tinha planejado um jantar para duas pessoas, mas a ausência de ossos fez com que rendesse para três. Ainda bem, pois houve um comensal com quem eu não contava.
Como sou do contra e uso o forno mesmo num escaldante dia de primavera paulistano, fiz as costelas assadas no forno com um pouco de óleo de milho* , cebolas cortadas em gomos, tomatinhos-cereja cortados ao meio, alecrim seco que foi colhido da planta aqui de casa há alguns (vários) meses. Para temperar, sal gourmet Lebre** e pimenta do reino branca moída na hora.
Para acompanhar, arroz cozido em caldo de legumes caseiro (que eu tinha congelado) e maçã assada junto com a carne e temperada com um pouco de cravo em pó. Além de uma refrescante salada de pepino, alface, cebola e tomates-cereja, todos orgânicos e temperados com limão siciliano, sal e pimenta-do-reino branca.

Aproveitei o forno para assar uma abóbora e os floretes de couve-flor da sopa do post anterior com um pouco de azeite (olha a contradição... toda "regra" tem sua exceção*) e também para assar umas maçãs que serão comidas doces - essas temperei com limão, canela em pau e cravo em pó e deixei meio durinhas para terminar de assar no dia em que forem comidas.


* não gosto do sabor do azeite depois de aquecido... esse eu uso apenas frio, para dar um toque quando os pratos o requerem
** algum blog disse que esse sal gourmet é flor de sal, mas eu discordo... é um sal grosso não tão grosso, com grãozinhos menores que são deliciosos quando mastigados com a comida (use com moderação). Provei flor de sal esse fim de semana e concluí de forma definitiva que o sal gourmet não é flor de sal coisa nenhuma mesmo. Ainda assim, gosto de usá-lo.

7 de fevereiro de 2008

Abiu

Esta frutífera cresce frondosa no sítio de PFFC de Juiz de Fora.
Houve uma discussão para definir o nome dela: abiu? Bacuri - como a chamam os que lá moram? Grumixeira? Jambo?
Pela breve e superficial pesquisa que fiz, trata-se mesmo do ABIU (Pouteria caimito).





* publicado originalmente em aqui

22 de dezembro de 2007

Eu também fiz!

Do blog "From our home to yours", da Cris

O "Flowerpot bread" também é do blog da Cris,
os azeites aprendi a fazer durante o Curso de Jardinagem Gastronômica do Sabor de Fazenda
e a geléia foi seguindo o instinto e relembrando como minha mãe fazia geléia de morangos. Aliás, saudades da cozinha da mamãe...

Bobeei e não tirei uma foto melhor...
Sim, o cheiro que invade a casa enquanto os cookies de parmesão e pimenta com manjericão são assados é DI.VI.NO.
Eu também quase "esqueci" de levá-los ao amigo secreto de ontem...


Flowerpot Bread - Pão Assado no Vasinho de Flor

1 envelope de fermento biológico seco: 10 g (ou 3 tabletes de fermento fresco: 45 g)
1 xícara de leite morno
3 colheres (sopa) de açúcar (para pão doce acrescente mais)
1 colher (sopa) fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1 colher de vinagre ou limão
1 tablete de margarina em temperatura ambiente
1/2 colher (chá) de sal
1 ovo ligeiramente batido
3 xícaras de farinha de trigo (ou reduza a branca e adicione 1/2 xíc. de integral + mel)

Numa tigela misture o fermento, o açúcar e o leite morno. Acrescente os outros ingredientes na seqüência, mexendo bem entre cada adição com uma espátula. A massa não precisa ser sovada e nem crescer antes de ser levada ao forno. Unte vasinhos de cerâmica ou alumínio, modele os pãezinhos a gosto, encha até no máximo 3/4 do vasinho, pincele com gema e óleo misturados e polvilhe açúcar cristal ou queijo, dependendo de seu recheio. Leve para assar a 150C, pois como são altos eles demoram para assar internamente. Aumente a temperatura se necessário. Asse até dourarem.

Dicas:
- Com esta receita você não precisa sovar, nem deixar a massa crescer. Vai direto ao forno!
- Aumente o açúcar para pães doces, abra a massa e polvilhe açúcar e canela, enrole.
- Acrescente uma colher de mel se fizer com farinha integral, para ter o "honey-wheat bread."
- Como a massa é básica você pode acrescentar queijo, tanto no recheio como na cobertura.
- Use cachepôs de alumínio (sem tinta) ou vasinhos com revestimento vitrificado, dê um tratamento antes nos vasos de cerâmica, passando óleo por fora e levando-os vazios ao forno alto, de cabeça para baixo sobre uma folha de alumínio, por cerca de meia hora.
- Caso o vaso tenha um furo no fundo, preencha com papel alumínio.
- Já encontrei potes parecidos no Carr*four, mas acho que os potes de alumínio vão bem.


* publicado originalmente em aqui

10 de dezembro de 2007

Ameixas


Domingo no CEASA não é dia de plantas. É dia de feira. De frutas, verduras, peixes, produtos da culinária japonesa. De pastel, claro. E de algumas plantas em escala bem reduzida.
Quando fui buscar a terra (previamente encomendada), me apaixonei por ameixas frescas. R$ 4,00 o kilo. Levei dois.
Deles nasceram um bolo com ameixas frescas ao estilo Leonor (minha mãe!), que vou provar daqui a pouco com um café com leite gelado, já que hoje faz muito calor, e uma geléia com textura de purê que acabei de acondicionar em frascos (devidamente?) esterilizados.
Veremos se funciona, é a primeira vez que tento esterilizar vidros para conservas.


* publicado originalmente aqui.