"Nem só de caviar vive o homem" é o título de um livro escrito por Johannes Mario Simmel. Conta a história real de Thomas Lieven, verdadeira aventura durante a II Guerra Mundial e de como conseguia fazer maravilhas na cozinha, mesmo quando praticamente não havia ingredientes disponíveis. Minha mãe, esse livro e mais recentemente boas amigas e vários blogs me inspiram na cozinha. Este blog é sobre os resultados que nela obtenho e assuntos relacionados ao prazer de comer e beber.
24 de abril de 2013
Todo al horno
Erva doce, pimentão, abóbora, frango, zucchini, alho, cenoura, beterraba (previamente cozida, o resto estava cru). Banhado com um fio (mesmo) de azeite de oliva e redução de balsâmico para as verduras, tomilho, sálvia e orégano fresco para o frango.
Um bom tempo de forno médio-alto. 1 hora mais os menos.
Sal? Não coloquei, cada um que se salgue no prato se julgar necessário. Para mim, os sabores agridoces precisam apenas de uns grãozinhos de sal 'entrefina'.
***
Erva doce, morrón, zapallo, pollo, zucchini, ajo, zanahoria, remolacha (previamente cocinada, lo demás estaba crudo). Regados con apenitas un hilito de aceite de oliva y reducción de balsámico paralas verduras, tomillo, salvia y orpegano frescos para el pollo.
Un largo rato en horno mediano-alto. 1 hora maso.
Sal? No le puse, cada un que se maneje en la mesa y lo siente necesario. Para mi los sabores agridulces quedan bien con unos granitos de sal entrefina.
17 de abril de 2013
Sopa de zanahoria y jenjibre para calentar hasta el alma
Hay que calcular buena cantidad de zanahorias, son lo único que le da volumen a esta sopa que no lleva papas ni harina o proteínas - imaginen que, enteras, llenen un plato playo por persona dispuestas lado a lado. Es liviana y muy seductora por sus aromas y sabor dulzón.
Ingredientes:
* zanahorias
* cebolla
* jenjibre fresco (como tenía en conserva usé ese, pero sale distinto)
* nuez moscada - imprescindible
* sal + pimienta
[* crema de leche o aceite de oliva]
Rehogar una cebolla picada groseramente en un poco de aceite y añadir zanahorias en pedazos (lavadas y sin cáscara si estuviera muy fea). Dejar rehogar un poco y luego agregar agua hasta cubrir. Agregar jenjibre fresco a gusto - le da aroma, sabor y picante.
Cocinar hasta que estén al dente, procesar en la licuadora utilizando el agua de la cocción (hay que ver si toda) y devolver a la olla para recalentar. Salpimentar - le puse apenas una puntita de sal para realzar el sabor, quedó dulzona y me encanta así. Agregar nuez moscada (si posible rallada en el momento).
En el plato, agregar un poco de crema de leche fresca o aceite de oliva. Servir sola, con croutons o pan fresco.
Otra forma de realzar aún más los sabores sería asando las zanahorias al horno o a la parrila en vez de cocinarlas en agua.
¡Buen provecho!
6 de março de 2013
16 de dezembro de 2011
Panquecas em duas versões
Já hoje, elas viraram sobremesa: aqueci manteiga numa frigideira, acomodei as panquecas dobradas em quatro e aqueci primeiro de um lado e, depois de virá-las, coloquei acucar e uma mistura de cravo moído+canela em pó+gengibre+noz moscada. Logo, aqueci cognac numa concha e vertí sobre as panquecas, flambando (e deliciosamente caramelizando) tudo. Servi sobre um purê de ameixas+pêssego e acompanhadas de sorvete de creme.
13 de dezembro de 2011
Cuscus
Hidratei o cuscus e acomodei em camadas: uma de cuscus, uma de tomate picado, uma fatia de queijo, mais cuscus, frango com molho picado (aquele que sobrou na geladeira), cuscus, molho do frango, queijo ralado.
Ao forno por uns 20 minutos.
Acompanhei com uma saladinha de tomate, alface e pepino temperada com limão, azeite, pimenta branca moída na hora e menta.
1 de dezembro de 2011
29 de junho de 2011
Couve-flor com recheio
Não usei sal no cozimento e ou na montagem porque considerei que os demais ingredientes aportariam o suficiente. Estava certa.
Servi com arroz primavera, ou ao menos a minha versão dele: acrescentei algo de manteiga, cenoura em cubinhos cozida, ervilhas cozidas e um ovo 'desfiado'.
Bom proveito!
16 de janeiro de 2011
15 de setembro de 2010
4 de setembro de 2010
Panquecas de acelga
Vi na TV quando Francis Mallman cozinhava ao ar livre, no meio da Patagônia, usando brasas, muitas brasas. O cachorro dele, como sempre, dormindo tranquila e confortavelmente acomodado numa bolsa com cobertores, hehehe. Dessa vez ele fez panquecas com cebolinha refogada incorporada na massa, recheadas de acelga com molho branco, regadas com molho de tomate e creme de leite fresco e gratinadas com parmesão num forno improvisado com duas frigideiras e mais brasas por todos os lados. Fiz minha versão caseira ontem, mas tenho certeza de que o ambiente, o frio e as brasas da Patagônia as deixam mais gostosas que as saídas do forno da casa da minha mãe. * Picar e refogar cebolinha na manteiga, reservar. Fazer a massa das panquecas e cozinhar (assar, fritar?) cada uma sobre uma parte dessa cebolinha - para facilitar e porque eu não tinha muita, incorporei a cebolinha à massa. Reservar.
* Preparar molho branco com bastante noz moscada. Branquear as folhas de acelga, picar grosseiramente e incorporar no molho branco. Adicionar também cebolas picadas pequeno e refogadas em manteiga e azeite até ficarem transparentes. Acertar o sal e a pimenta.
* Rechear cada panqueca com a acelga, arrumar numa assadeira, cobrir com molho de tomate e creme de leite, polvilhar parmesão e levar tampado com alumínio ao forno até aquecer, logo destampar e esperar que o queijo gratine.
Cuidado para não se queimar! Vai bem com vinho tinto, num dia frio, no cenário do programa de TV ou frente a uma lareira, ou simplesmente no aconchego de casa, num frio dia chuvoso ;-)
29 de agosto de 2010
24 de julho de 2010
12 de abril de 2010
Chucrute + Cucinetta = almoço delicioso
Ler receitas nunca foi meu forte. Acho bem legal quando a Fer do Chucrute conta com entusiasmo que lê seus livros e revistas de receitas, que passa um tempão imaginando e procurando pela receita perfeita. Já eu acabo sendo mais preguiçosa. Acho que sou conquistada primeiro pela foto, que cutuca minha imaginação e logo estou imaginando como será a receita antes de começar a ler sobre seus ingredientes ou preparo. E para esse modus operandi a internet funciona melhor. Os livros de receitas não conseguem publicar fotos de todas as receitas, já nos blogs a coisa é diferente. Tenho alguns preferidos, como o Chucrute (vocês já devem ter percebido...) e o La Cucinetta ou o Come-se e de lá tiro muitas das minhas inspirações para a cozinha. No fim de março me encantei por uma receita de Capuns e não sosseguei enquanto a acelga não baixou de preço o suficiente para virar essa delícia. Fazê-los leva seu tempo (pelo preparo das folhas de acelga mais que nada), mas garanto que vale a pena! Por mim, o almoço nem incluiria carne, seria uma cardápio vegetariano, mas os paladares alheios pedem o complemento da 'mistura', então juntei aos capuns o frango com molho de laranja sobre purê de cenoura.
Não sei quais capuns ficaram mais gostosos, se os do dia ou os que sobraram e foram aquecidos no dia seguinte no molho de laranja numa frigideira. O molho de laranja reduziu ainda mais, deixando os capuns levemente caramelados. Fico com água na boca só de pensar!
Para facilitar a vida, copio e colo as receitas tal qual foram publicadas pela Ana e pela Fer. Patota: faça os capuns, vocês vão AMAR!
CAPUNS (da revista La Cucina Italiana)
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções [se for comer apenas isso]
Ingredientes:
- 300g caldo de legumes (uns 300ml, mais ou menos)
- 200g pão integral amanhecido, moído no processador ou liquidificador em pedacinhos menores
- 80g queijo Emental
- 50g manteiga + um pouco p/ untar a forma
- 12 folhas grandes e sem rasgos de couve chinesa
- 2 ovos
- 1 cebola grande, picada
- manjerona
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- Pré-aqueça o forno a 200ºC e unte uma travessa refratária média com manteiga.[esqueci de untar, não fez a menor diferença]
- Leve água salgada a ferver. Corte fora os talos brancos e duros das folhas que se destaquem para fora da folha (não jogue fora: use numa fritatta depois, ou no caldo de legumes). Mergulhe as folhas na água fervente com cuidado, poucas de cada vez, deixando por 1 minuto e retirando. Deixe-as secar abertas sobre um pano de prato.
- Derreta a manteiga em uma frigideira grande. Refogue a cebola picada até que amoleça e junte o pão moído. Cozinhe, mexendo sempre, por uns 5 minutos, até que o pão esteja ligeiramente dourado e aromático. Deixe esfriar.
- Em uma tigela, bata os ovos ligeiramente com algumas pitadas de manjerona [que eu não tinha e substituí por noz moscada], sal e pimenta. Quando o pão estiver frio, junte-o aos ovos e a 3/4 do queijo ralado. Misture bem. O pão absorverá toda a umidade.
- Coloque uma folha aberta à sua frente. Coloque uma colherada generosa do recheio de pão no centro da folha. Dobre as laterais por sobre o recheio. Dobre a parte inferior sobre o recheio e, aproveitando o movimento, termine de enrolar com cuidado o capun. Repita com os outros onze e os arranje na travessa untada.
- Despeje o caldo (frio ou morno) sobre os capuns e polvilhe com o restante do queijo. Leve ao forno por 20 minutos, ou até que o queijo esteja derretido e dourado (eu poderia ter deixado dourar mais, mas estava morrendo de fome! hehehe...). Sirva imediatamente, 3 capuns por pessoa.
Frango com purê de cenoura e molho de laranja
* 6 peitos de frango batidos fino
* 16 colheres de sopa de azeite extra virgem
* Sal Kosher ou marinho grosso e pimenta do reino moída a gosto
* 4 xícaras de caldo de galinha [*usei de legumes]
* 2 quilos de cenouras cortadas em rodelas
* 1 cebola grande picada
* 1 1⁄2 xícaras de suco de laranja
* 4 colheres de sopa de manteiga sem sal
* 2 laranjas descascadas e cortadas em gomos
* 3⁄4 xícara de harissa [nunca tinha ouvido falar em harissa e não faço idéia de onde procurar por ela, então usei uma pasta de curry fenomenal que se vende aqui]
* 2 colheres de chá de vinagre sherry [jerez]
* 100 gr de folhas de dandelion / dente-de-leão [ou outra folha verde] - Dente-de-leão é uma delícia: amargo, seria um belo contraste, mas abri mão da salada já que incluí os capuns no menu do dia. Não vale abusar do dente-de-leão, ele pode cair meio mal se consumido em excesso.
* 3⁄4 xícara de azeitonas pretas secas cortadas grosseiramente
* 2 echalotas picadinhas
Numa vasilha coloque os peitos de frango e tempere com 3 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino. Reserve. [deixei marinar na geladeira]
Numa panela cozinhe as cenouras no caldo de galinha [ou legumes - usei um caldo feito na hora: aproveitando a água usada para branquear as folhas de acelga, cozinhei as cascas e a bundinha da cenoura, os talos da acelga e um cubinho de caldo de legumes sem sal] até elas ficarem bem macias. Escorra. Na mesma panela coloque 1/2 xícara de azeite e refogue a cebola. Adicione as cenouras cozidas. Bata no processador com 2 colheres de sopa de azeite [usei caldo do cozimento em vez de azeite] até formar um purê. Tempere com sal e pimenta e reserve.
Numa panela pequena coloque o suco de laranja e cozinhe até reduzir pela metade, uns 15 minutos. Misture a manteiga, tempere com sal e pimenta. Junte os gomes de laranja e reserve.
Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa grelha ou frigideira de ferro frite os peitos de frango, três de cada vez, virando para que fiquem dourados nos dois lados. Transfira os peitos de frango fritos para um refratário. Pincele com parte da harissa [*eu usei um pouco menos do que a receita pedia, porque não gostamos de nada muito apimentado] e asse por uns 10 minutos.
Misture o restante do azeite com o restante da harissa e o vingre sherry numa vasilha pequena. Misture as folhas verdes, azeitonas e echalotas picadas e tempere com o molho.
Sirva o cada peito de frango sobre o purê de cenouras, regue com o molho de laranja e acompanhe com a salada de folhas verdes [*que no meu caso não teve, infelizmente].
PS.: Não sou vegetariana e não pretendo ser, mas só não como menos carne porque quem cozinha no dia-a-dia é minha mãe e os costumes aqui na casa dela são diferentes daqueles que tenho adquirido com o passar do tempo na cozinha. Simplesmente não acho tanta graça no preparo de carnes, acabo me empolgando mais com receitas sem elas. Por mim, deixaria as carnes para os dias de churrasco ou quando aparecer aquele pedaço imperdível de cordeiro, de costela de porco ou uma bela feijoada com carne seca e paio. Mas, enquanto morar na casa de papai e mamãe, continuarei com as carnes, mesmo porque as necessidades deles são diferentes das minhas ;-)
31 de março de 2010
Sopa de mandioquinha
Durante minha última visita a São Paulo comprei dois produtos Vapza: uma mandioca e uma mandioquinha (que deveria ter sido um segundo pacote de mandioca, falha minha). A mandioca comemos em casa, entre amigos, passada na manteiga com muita cebolinha e ciboulette frescas bem picadinhas. A mandioquinha me acompanhou para Buenos Aires e virou um dos ingredientes de uma sopa de carne e legumes e um creme de mandioquinha, conforme receita da embalagem. Ambas ficaram boas, mas o creme de mandioquinha definitivamente foi meu preferido e não poderia deixar de aparecer por aqui.
Abaixo, a receita da embalagem, que diminui um pouco por ter utilizado parte da mandioquinha na outra sopa. Também opino que o queijo ralado é dispensável, tanto pelo aspecto visual como pelo sabor.
Creme de mandioquinha
* 1 pacote de mandioquinha Vapza (ou 500g de mandioquinha já descascada e cozinhada em água sem sal)
* 1 1/2 litro de água
* 2 CS de azeite de oliva
* 1 cebola média ralada (usei o mini-processador)
* 1 dente de alho picado (junto com a cebola no processador)
* 2 tabletes de caldo de carne (usei de frango, por falta de outro - teria preferido um de legumes)
* 2 tomates sem pele e sem sementes picados (tirei as sementes, deixei a pele - dão um frescor delicioso à sopa)
* 2 CS salsinha picada
* sal (se necessário, achei que não precisava de ajuste)
[* queijo parmesão ralado à gosto]
Processar a mandioquinha em 1l de água com o processador ou no liquidificador. Aquecer o azeite e nele refogar a cebola e o alho. Acrescentar os tabletes de caldo e 1/2l de água, ferver até que os tabletes se dissolvam. Acrescentar a mandioquinha processada e ferver por 2 minutos. Acrescentar o tomate e a salsinha, acertar o sal, servir com torradas ou croutons e polvilhar queijo ralado no prato.
Para a apresentação preferi não incorporar o tomate e a salsinha. Servi a sopa e coloquei esses ingredientes por cima, porque gostei do colorido que davam ao prato. Coloquei um fio de azeite por cima e me arrependi de acrescentar o queijo ralado. Fiz croutons que ficaram ótimos como acompanhamento.,
23 de janeiro de 2010
Sopa de beterrabas
Essa é bem mais 'moderna', meio doce, de sabor forte e encorpado. Não dá para comer um prato muito grande dela: com os acompanhamentos sugeridos (e olha que nem fiz tão caprichado como sugerido na receita original), ela satisfaz muito.
Vamos aos 'finalmentes' (infelizmente sem fotos, a máquina que estive usando pediu aposentadoria... Já não se fazem mais máquinas como antigamente; essa era do descartável consegue mesmo ser bastante irritante).
Sopa (para 3 pessoas, como refeição):
* 300g de beterraba (com casca mesmo e pedaço do talo) lavadas
* 300g de cebola roxa descascada e cortada ao meio
* 1 dente de alho descascado e cortado ao meio
* aprox. meia xíc. de açúcar mascavo
* 100ml de aceto balsâmico
* azeite de oliva para regar
* sal e pimenta do reino moída na hora
Colocar todos os ingredientes numa assadeira, regar com o aceto balsâmico e o azeite de oliva, temperar com sal (pouco!) e pimenta à gosto. Cobrir com papel alumínio e levar ao forno médio-alto por aproximadamente 30 minutos ou até as beterrabas estarem cozidas. Controlar o cozimento, se estiver ficando sem líquido, acrescentar um pouco de água (eu precisei colocar cerca de meio copo nessa fase).
Colocar tudo como está (é, com a casca da beterraba mesmo) no liquidificador e bater até ficar cremoso. Acrescentar mais água, se necessário.
Essa sopa pode ser servida quente ou fria. Meus pais preferiram comer quente, eu consumi a minha à temperatuera ambiente e estava ótima.
A sopa se complementa com um creme de queijo fresco cremoso e brotos de algo (usei brotos de rabanetes). O creme é feito assim: aproveite o forno (ou a brasa que sobra no fim do churrasco) para assar uma cabeça de alho dentro de papel alumínio. Exprema o creme de alho e misture em uma xícara de queijo fresco cremoso (pode ser ricota processada com leite ou água para ficar cremosa), incorpore também dill (fresco ou deshidratado) e, talvez, um pouco mais de leite ou água para deixar o creme mais fluido. Não achei necessário colocar sal.
Para acompanhar a sopa, a sugestão original é fazer um biscoito bem fininho e crocante, cobrí-lo com queijo de cabra e um chutney de frutas vermelhas. Fiz apenas o biscoito, dessa forma:
* aprox. 1 xíc. de farinha de trigo (originalmente um pouco menos, pois acrescenta sêmola, que eu não tinha)
* 10g de fermento fresco
* 1cc de açúcar mascavo
* uma pitada de sal
* salsinha picada (ou outra erva da qual gostar mais, eles sugerem coentro e menta)
* sementes de Kümmel
* água morna suficiente para dar liga
Misturar todos os ingredientes, unir com a água morna até não grudar na mão (se precisar, use mais farinha) e deixar fermentar em um ambiente quente (deixei dentro do microondas para não pegar corrente de ar) até dobrar de tamanho. Desgasificar a massa amassando brevemente e cortar pedaços. Formar um rolinho (minhoquinha, linguiça - chame como preferir) e abrir a massa com o rolo até ficar bem, mas BEM FININHA. Usar bastante farinha para não grudar na mesada ou no rolo. Colocar sobre uma assadeira polvilhada com farinha e levar ao forno bem quente por aprox. 10 minutos. Saem do forno ainda meio macios e endurecem quando esfriam. Retirar bem a farinha excendente. Rendeu 6 biscoitos bem grandes, poderiam ter sido algo menores.
O prato se monta assim: sirva a sopa num prato fundo ou bowl alto, coloque uma colherada generos do creme de alho num lado, os brotos do outro e um biscoito equilibriado em cima da borda e delicie-se.
***
Espero poder comprar uma nova máquina fotográfica logo, publicar receitas ou assuntos paisagístico-jardinísticos sem fotos tem bem menos de metade da graça...
30 de maio de 2009
Gudruns Bauernbrot
Esse foi o primeiro pão que fiz em minha vida, lá nos idos de 1989... O nome está em alemão. Gudrun foi quem me ensinou a receita. Bauernbrot é o pão do camponês, aquele mais consistente, mais pesadinho, com grão, muitas fibras e farinha integral. Aqui o chamariam de pan de campo.
Apesar dele não ter crescido muito ontem, está delicioso. A receita rende 4 pães como o da foto (uns 30cm), que deveriam estar mais crescidinhos - geralmente o pão assado fica com o triplo do tamanho da massa crua, essa vez ela apenas dobrou.
O bom dessa receita é que ela também congela bem, senão teria que sair procurando a quem dar de presente pois deixar estragar não cabe. Da última vez que fiz, descobri que posso obter um "pão fresco" recém assado com aquilo que congelei. Para isso, basta assar menos (2/3 do tempo total, por exemplo) uma parte dos pães, congelar eles assim, semi-assados e, quando quiser consumir, descongelar na geladeira e logo assar o tempo restante (aprox. meia hora).
Outra vantagem é que podemos adicionar os grãos que mais nos apetecem, variar os ingredientes entre uma receita e outra, colocar grão em cima ou sal groso para dar um tchan, acrescentar mel em vez de açúcar e assim ir brincando com a receita e com nosso paladar.
E claro, é um pão cheio de fibras e dos mais variados tipos de minerais e vitaminas dos diversos grão - portanto, bom para a digestão e nossa saúde.
Ele vai muito bem com frios e patês, o pessoal da horta adorou.
Abaixo, a receita original.
Gudruns Bauernbrot
* 2 colheres de sopa dos seguintes grãos: trigo mourisco, trigo integral (que deverá ficar de molho 24h antes de usar), linhaça (ômega três, ajuda no controle do colesterol), gergelim (símbolo da imortalidade na mitologia hindu, recomendada para a boa circulação e fonte importante de cálcio), farelo de aveia tostado, cevadinha, farimnha de milho, farinha para kibe, flocos de trico, painço descascado (sim, painço - isso não é só comida para passarinho)
* 6 CS de farinha de trigo integral (aprox. 200g)
* aprox. 1kg de farinha de trigo (a quantidade vai depender, use o necessário para dar liga)
* 1 ovo (opcional - dessa vez usei o que sobrou da receita do mini cheese cake)
* 6 CS de manteiga
* 3 xícaras de leite morno
* 2 cc de açúcar
Misturar os grãos, a manteiga, 2 1/2 xíc de leite morno, o sal e o ovo até obter uma consistência homogênea. Separadamente, dissolver o fermento no leite restante adicionando o açúcar. Logo, acrescentar o fermento aos grãos e ir adidionando as farinhas integral e branca. Amassar com as mãos até obter uma massa uniforme.
Deixar descansar enquanto unta formas inglesas, ou, como prefiro fazer, prepara uma grande assadeira untada ou forrada com uma placa de silicone. Cortar a massa em 4 partes, formar o pão ou forrar o fundo das formas (não exceder 1/3 da altura da forma, o pão cresce bastante). Fazer cortes em cima para ele não rachar e logo cobrir um panos de prato. Deixar num local quente até dobrar de tamanho - eu deixo em cima do fogão, já que acendo o forno (fogo baixo) nesse momento para pré-aquecê-lo.
Levar ao forno pré-aquecido em temperatura média e assar de 1 a 1 1/2 hora - estará cheirando bem e, se furado com um palito, a massa não irá grudar.
Dessa vez eu também resolvi pincelar com ovo antes de assar e colocar um pouco de sal grosso num deles.
23 de maio de 2009
6 de março de 2009
Palavras de outros
E mencionando, indicando, como fiz aqui. E como quero repetir agora.
Direto do La Cucinetta, reproduzo parte do post de ontem da Ana:
"(...) Preciso confessar que pregar um estilo de vida tão natural e ao mesmo tempo estar tão acima do peso fazia com que eu me sentisse uma farsa. Não consigo expressar o tamanho do alívio que sinto hoje.
(...)
Sinto finalmente que estou dando a meu corpo o respeito que ele merece. Afinal, seu corpo é apenas um empréstimo. Assim como não se devolve um livro destruído, é muita falta de educação receber um corpo perfeitamente saudável e devolver à terra uma verdadeira tranqueira. ;)
(...)"
Vai lá!
5 de março de 2009
Aproveitando bem o forno
Não sei fazer peixe. Na verdade, vou além: não sei comer peixe. Peixe é algo a que meu paladar não está acostumado. Só gosto dos mais suaves (que não tem tanto gosto de peixe) - aprendi que devo escolher os de mar, porque os de rio tem o gosto mais acentuado devido à água barrenta.
Eu tento, mas confesso que sem muito sucesso, incluir o peixe na rotina alimentar. Minha mãe costuma fazer filézinhos empanados e fritos, o que é uma delícia (como qualquer fritura), mas não é saudável...
Então, quando encontrei essa receita de peixe que Fer publicou no Chucrute com Salsicha, quis fazer apesar do calor que está fazendo e do tanto mais de calor que isso significa por ter que usar o forno.
Calor por calor, aproveitei para fazer também o acompanhamento (falsas batatas assadas) e a sobremesa (frutas assadas) no forno. Sobre essas eu falo depois, do peixe publico apenas as fotos, já que a receita está mais que bem explicada no post da Fer.
Ah! Usei filés de merluza.
6 de fevereiro de 2009
Leve, saudável e delicioso
Aqui é fácil comprar massas prontas para tortas, empanadas, pizzas e similares. Com uma versão light de massa para tortas nasceu o almoço de hoje: torta de abobrinha com salada. Torta de abobrinha * um disco de massa light para tortas La Salteña
* 4 abobrinhas - usei 3 redondas e 1 zuchini
* cebola picada * noz moscada ralada na hora * pimenta do reino branca ralada na hora * presunto cru picado * queijo cremoso com pouco ou nenhum sal (usei Port Salut untable, La Serenisima)
* manteiga
Refoguei a cebola e as abobrinhas na manteiga, acrescentei o presunto cru (que adiciona ao recheio o sal necessário), temperei com noz moscada e pimenta e, no fim, juntei o queijo cremoso e deixei apurar um pouco mais.
Esperei o recheio esfriar antes de colocá-lo sobre o disco de massa que acomodei numa forma de fundo removível untada com manteiga. Decorei com as aparas da massa.
Assei por 15 minutos em forno médio e servi morna com uma salada de tomates, cenoura e alface.
