"Nem só de caviar vive o homem" é o título de um livro escrito por Johannes Mario Simmel. Conta a história real de Thomas Lieven, verdadeira aventura durante a II Guerra Mundial e de como conseguia fazer maravilhas na cozinha, mesmo quando praticamente não havia ingredientes disponíveis. Minha mãe, esse livro e mais recentemente boas amigas e vários blogs me inspiram na cozinha. Este blog é sobre os resultados que nela obtenho e assuntos relacionados ao prazer de comer e beber.
16 de janeiro de 2011
7 de setembro de 2009
Alimentos decorativos
Uma vez fiz um projeto de paisagismo onde o manjericão formava um canteiro grande para dividir a horta do restante do jardim e delimitar também o fim do terreno. Recebi um comentário de que seria uma quantidade demasiado grande para o uso culinário.
Mas não foi por isso que o coloquei naquele lugar, foi porque suas folhas arroxeadas combinavam bem, a altura era adequada, assim como a densidade de folhas e porque o aroma de suas folhas e flores seria interessante no local. Além disso, poderia ser utilizado para aromatizar o fogo de chão que ficava lá na horta, agregando ao delicioso cheiro de lenha e ao crepitar um perfume interessante.
Acredito que as plantas não têm que ser apenas ornamentais ou apenas alimentos, podem ser as duas coisas.
6 de fevereiro de 2009
20 de agosto de 2008
Petiscos de?
Mexeu com a minha curiosidade.
No ato lembrei das minhas cenourinhas e beterrabinhas orgânicas esperando pacientemente por mim na geladeira. Resultado: elas continuam esperando lá (agora cozidas no vapor), mas as ramas!!! Não passaram daquela noite.
Em tempo: ramas e folhas de beterraba são "macias", já as de cenoura são mais duras e fibrosas e difíceis de mastigar (cuidado para não engasgar com elas, principalmente com a parte mais foliar!). No caso das ramas de cenoura, utilize as mais novinhas ou apenas o talinho das mais desenvolvidas. Ah! Deixe um pedacinho da cenoura nas ramas para dar um toque a mais no petisco. Eu separei cenouras de suas ramas manualmente e adoro o estalo que isso dá.
Ramas de beterraba refogadas
* lave bem as ramas de beterraba para tirar qualquer terra que nelas habite
* corte caules e folhas e refogue em azeite com cebola previamente dourada
* tempere a gosto (não coloquei nem sequer sal, já que elas foram para o omelete)
Ometele com ramas de beterraba refogadas
Um pouco antes das ramas chegarem no ponto, coloque ovos previamente batidos e temperados com sal e pimenta do reino moída na hora. Deixe secar bem antes de virar, seque o outro lado, polvilhe com parmesão ralado na hora e sirva ainda quente. Fica delicioso e muito bonito, pelo contraste do amarelo do ovo (se for caipira/orgânico, a cor fica mais ressaltada) com o bordô das ramas e o verde das folhas.
Tempurá de ramas de cenoura
Quando ouvi a descrição do prato logo imaginei uma massa tipo tempurá. Que me perdoem os que sabem receitas orientais se eu estiver errando feio, mas inventei minha massa de tempurá seguindo meus instintos e achei que ficou muito boa.
Massa para tempurá:
* dois ovos inteiros (usei orgânicos)
* cerca de 200ml de leite (o meu era longavida desnatado)
* cerca de 8 colheres de sopa de farinha de trigo (usei orgânica)
* sal a gosto
A quantidade de farinha dependerá do tamanho dos ovos e da quantidade de leite. Não medi nada, lamento. A consistência era a de uma panqueca daquelas que ficaria mais fininha, o suficiente para cobrir as ramas que logo eram fritas em óleo bem quente. Também errei na quantidade de massa, que sobrou e acabou indo para o lixo, que pecado.
O único inconveniente do prato? O fato de ser frito... É nessas horas que me lembro porque as frituras (que tanto adoro) estão banidas da minha cozinha...
Não publico as fotos porque ficaram péssimas e não fazem juz à delicia que ficaram esses dois pratos.
7 de agosto de 2008
ROMANESCO - UHU!!!!
Mas eu já estava conformada que essa minha curiosidade teria que esperar alguma viagem aos Estados Unidos para ser satisfeita. Fiquei gratamente surpresa quando na semana passada ele constava da lista de produtos disponíveis do meu fornecedor de orgânicos!!
E ontem finalmente pude prepará-lo ao melhor estilo remake de sabor de infância (ou seja, como muitas vezes minha mãe preparava couve-flor):
1. Cozinhei o romanesco inteiro no vapor
2. Passei ele na manteiga até começar a ficar douradinho
3. Juntei migas (acho o termo tuga mais simpático que "farinha de rosca") e deixei mais um tanto para que tudo ficasse bem dourado
Nem sal foi necessário adicionar, ficou espetacular. Fer, quando sobrarem romanescos na sua cesta, manda eles para mim?
A foto do prato pronto, composto pelo romanesco, uma bela salsicha e purê de batatas (De saquinho, da Yoki. Pronto, confessei!) eu publico assim que puder, pois foi tirada numa máquina que não é minha. Por enquanto, publico uma foto de um dos post acima lincados para matar a curiosidade de todos que ainda não tinham sido apresentados ao romanesco intergaláctico ;-) .
3 de abril de 2008
31 de março de 2008
Cesta de orgânicos
Usei uma das indicações do blog dela, a Caminhos da Roça. Gostei muito. O atendimento é simpático, a entrega ocorreu sem problemas, os produtos são bons, o preço acessível (R$ 29,00 + tx de entrega de R$ 5,20).
A empolgação foi tamanha que nem lembrei de fotografá-la. Recebi a cesta na quarta passada. Dividi com uma amiga, pois estava decidida a não deixar NADA estragar na geladeira. Ainda bem, pois as quantidades são muito grandes para o consumo lá de casa. A cesta continha 6 laranjas pera, 6 maçãs, 1 alface crespa, quiabo, batatas, cebolas, espinafre, coentro, mandioca e couve. Estou curiosa para ver o que virá na dessa semana.
Deu certo: nada estragou. E comemos muito bem e de forma saudável!
Com os produtos da cesta fiz:
* carne moída com quiabo e arroz branco na quarta (ainda tenho uma porção congelada)
* caldo verde (que não ficou tão bom assim, faltou batata)
* nhoques de espinafre com farinha integral (esse eu também preciso aprimorar)
* panquecas com recheio de maçãs para meu café da manhã e recheadas de verduras e carne moída para o almoço
* batatas e mandioca cozidas e depois fritas na manteiga
8 de novembro de 2007
Sabor de Fazenda
Sim, elas são tão simpáticas quanto imaginei.
Num lugar maravilhoso como o Sabor de Fazenda (mudas orgânicas de ervas e temperos) deve ser difícil alguém ficar de mal-humor.
Dia 24 farei um curso de jardinagem gastronômica lá. Mas ultimamente a tecnologia anda contra mim e o DOC que fiz para garantir minha vaga voltou... Resolvi não brigar com ela, peguei meu carro e fui lá fazer minha inscrição pessoalmente e xeretar um pouquinho (curiosa, eu?). Adorei conhecer a Flávia e a Sabrina.
Até daqui a pouco, meninas!* publicado originalmente em aqui