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23 de maio de 2009

Mission accomplished!



Consegui a receita da torta de maçãs que baba - minha avó paterna - fazia, que todos adorávamos e cuja receita eu havia perdido... Vou publicar, guardar o caderno, mandar para os amigos e garantir que nunca mais desapareça!!!! Na Páscoa fui almoçar na casa de uma prima de meu pai e ela fez uma torta de maçã com o gosto certo, porém a fez fechada. A de minha avó era aberta. Ótima, mas nada de me dar a receita... "Vem aqui, tem que ver fazer, aprender...". Beleza.
Dia 15 fui lá aprender a fazer um outro pirog (a palavra russa para torta, seja ela salgada ou doce) e aproveitei para pegar essa também (ela não quis me passar antes). É a receita da mãe dela, irmã de minha avó. Ou seja: A RECEITA!!!
Iuhu!

Yablotchnii pirog (torta de maçãs)

Para o recheio
* 6 maçãs verdes grandes (ou 8 menores)
* suco de limão
* açúcar
Difícil definir quantidades... Dependerá das maçãs, do tamanho da forma (sei uma 30 x 20cm) e do seu paladar para o açúcar.
Faça um purê com as maçãs verdes sem as cascas e os miolos, regando-as com suco de limão para que não escureçam. A dica é colocar as maçãs picadas no microondas por três minutos, mexer, mais 3 minutos, mexer e seguir assim até que estejam com consistência de purê e só então adoçar a gosto. Ou, senão, fazer numa panela tampada mesmo, em fogo baixo, para não ter que adicionar água.
Se ainda assim elas tiverem soltado muita água, tire um pouco para não encharcar a torta.

Para a massa
* 240g de farinha de trigo
* 4 colheres de chá de fermento em pó (na próxima diminuirei para 3cc) - se preferir, use farinha com fermento e esqueça esse ingrediente
* 100g de açúcar
* 125g de manteiga
* 1 gema
* 1 ovo - usei os caipiras do post anterior, que deixam a massa mais amarela
* 2 colheres de sopa de leite

Misturar a manteiga e o açúcar, adicionar a gema e o ovo e obter um creme. Adicionar a farinha e o leite e amassar até a massa ficar lisa. Colocar a massa na geladeira por 20 minutos para ser menos impossível abri-la.
A torta original é feita numa forma redonda e tem fundo e tampa. Para isso é preciso abrir a massa com um rolo. Essa massa é MUITO grudenta e quebradiça e não se obtém o mesmo resultado se acrescentar mais farinha. Portanto, para abri-la, requer-se de muita paciência e de farinha para a superfície onde será aberta. Recomendo fazer isso sobre papel manteiga ou uma placa de silicone (ambos com muita farinha) para poder depois virar o disco sobre a forma.
Ou, para simplificar a vida, faça como minha avó (e como eu): coloque a massa numa assadeira untada e enfarinhada e vá distribuindo ela com as mãos mesmo, tentando deixá-la uniforme. Guarde um pouco de massa para fazer uns enfeites. Baba costumava escrever nosso nome em russo quando fazia essa torta para nosso aniversário ou dia de santo.
Coloque o purê de maçãs verdes, a tampa ou os enfeites e asse em forno médio, médio-baixo por aproximadamente 40 minutos (ela vai desprender um aroma perturbador quando estiver quase pronta e a massa ficará douradinha).
Logo quando retirar do forno, polvilhe açúcar de confeiteiro usando uma peneira. Ele será absorvido pelo purê e ficará aparente apenas sobre a massa.

Pronto. Agora delicie-se com ela ainda morninha ou em temperatura ambiente no dia em que foi feita, descubra a massa levemente crocante e acompanhe com um chá preto com limão (como Baba gostava de fazer), com um delicioso café e, se quiser abusar das calorias, com creme de leite batido.
Se sobrar, guarde na geladeira. Ela já não será a mesma, pois umedece, mas continuará deliciosa e imperdível ;-)


Clique nas fotos para ampliar

16 de maio de 2009

Da cor da beterraba

Borschtsch

Sopa russa com beterrabas, carne, batatas, repolho e cenoura, basicamente. Na hora de servir, creme de leite fresco ou azedo.

15 de fevereiro de 2009

Torta "represada" de maçã


Essa é mais uma tentativa de recriar a torta de maçã que minha avó paterna fazia, que toda a família adora e que ninguém tem a receita...
Uma vez ela anotou para mim, eu devia ter uns 14 anos, mas quem disse que eu consigo encontrar essa preciosa anotação?

Torta "represada" de maçã porque a assadeira era demasiado grande. Cheguei a tirar foto da torta antes de assar, caso o dick não resistisse e vazasse toda aquela deliciosa maçã. Mas, para minha felicidade, para uma cozinheira amadora sou ótima engenheira civil ;-) .
Ficou gostosa, refrescante, mas ainda não é essa a massa que estou procurando. Ok! Continuarei tentando.

Massa
* 200g de manteiga em teperatura ambiente
* 3 colheres de sopa rasas de açúcar
* 2 gemas
* 1 colher de chá de fermento em pó
* 400 g de farinha de trigo

Misturei a manteiga com o açúcar até formar um creme, acrescentei as gemas e continuei batendo. Logo incorporei a farinha de trigo peneirada com o fermento e bati até obter uma massa lisa que então forrou uma assadeira untada e enfarinhada. Furei o fundo da massa com um garfo para não formar bolhas ao assar. Essa massa foi preenchida com o purê de maçãs, decorada com um pouco de massa que eu havia separado para essa finalidade e assada por 30 minutos em forno moderado.
Ainda quente, foi polvilhada com açúcar de confeiteiro - coloquei numa peneira fina e fui polvilhando a totalidade da torta. O recheio úmido absorve o açúcar, deixando visível apenas a porção que cobre a massa decorativa.
Deixe esfriar, coloque na geladeira por pelo menos duas horas e sirva gelada. Se quiser, acompanhe com creme chantilly batido na hora.

Recheio
Usei seis maçãs de tamanho médio, daquelas suculentas. Elas foram lavadas, descascadas e raladas com ralo grosso. Foram para a panela com açúcar - a quantidade dependerá das maçãs, uns pedaços de casca de limão e 50ml de suco de limão - essa quantidade também pode variar de acordo com seu paladar.
É importante que o recheio esteja frio antes de ir para a assadeira, porque a massa contém manteiga.

14 de fevereiro de 2009

Some o'clock tea


A receita é de um livro tão antigo que está impresso em letras góticas, as páginas já pediram divórcio umas das outras e estão morando comodamente em envelopes plásticos dentro de uma pasta que tem uma capa nada que ver com cozinhas e suas delícias...
Esse livro de minha mãe é bem mais interessante que a cópia inteira que tenho em minha cozinha. Foi, na época, um brinde do fermento em pó Royal. Brinde bom. Muitas de suas receitas já foram preparadas pela minha mãe quando eu era criança. Algumas tem anotações do tipo repetir, a massa do fundo é boa, não gostei. Folheá-lo já é por si só um passa-tempo agradável.
O bolo, simples e rápido, é também muito fofinho e delicioso. E presta-se muito bem a ser congelado - se bem que dessa vez tivemos visitas e não houve sobras a serem congeladas, pois no café da manhã do dia seguinte também estava delicioso.


Bolo mármore
* 170g de manteiga
* 160g de açúcar
* 2og (2 colheres de sopa) de açúcar baunilhado (eu não tinha, então usei 20g a mais de açúcar e uma colher de chá de essência de baunilha)
* 3 ovos
* 250g de farinha de trigo
* 3 colheres de chá de fermento em pó
* 5 colheres de sopa de leite + 3 se for usar o chocolate em pó
* uma pitada de sal
* 30g de chocolate em pó

Bater as claras com uma pitada de sal em neve e reservar.
Bater a manteiga até ficar cremosa, adicionar o açúcar e o açúcar de baunilha (ou a essência), continuar batendo e acrescentar as gemas levemente batidas. Peneirar duas vezes a farinha com o fermento em pó e acrescentar aos poucos, alternando com o leite. Incorporar as claras em neve com delicadeza e dividir a massa em duas partes. Numa delas, acrescentar o chocolate em pó e, alternando com as 3 colheres de sopa de leite extras.
Numa forma untada e enfarinhada colocar parte da massa clara, logo uma camada da massa com chocolate e terminar com a massa clara. Gosto de pegar uma faca e misturar levemente as massas, para obter um desenho interessante no bolo quando fatiado.
Assar por 50 a 60 minutos em forno moderado.

Obs.: a minha forma era pequena, então usei também uma tigela de barro para assar cerca de 1/5 da massa.

Delícias da mamãe


Carne de panela com batatas. Minha mãe sempre foi ótima nisso. Delícia pura, com gosto de infância.

7 de agosto de 2008

ROMANESCO - UHU!!!!

Desde que a Fer atiçou minha curiosidade nesse e nesse post que tenho vontade de provar o que ela chama de brócolis intergaláctico: o romanesco. Para ela a mistura de couve-flor com brócolo não é muito bem-vinda. Já foi exatamente isso que me despertou em mim tanta vontade de provar o romanesco. Adoro couve-flor e adoro brócolo e só podia imaginar algo muito delicioso da combinação de ambos. Além do mais, o aspecto é, no mínimo, intrigante.
Mas eu já estava conformada que essa minha curiosidade teria que esperar alguma viagem aos Estados Unidos para ser satisfeita. Fiquei gratamente surpresa quando na semana passada ele constava da lista de produtos disponíveis do meu fornecedor de orgânicos!!

E ontem finalmente pude prepará-lo ao melhor estilo remake de sabor de infância (ou seja, como muitas vezes minha mãe preparava couve-flor):
1. Cozinhei o romanesco inteiro no vapor
2. Passei ele na manteiga até começar a ficar douradinho
3. Juntei migas (acho o termo tuga mais simpático que "farinha de rosca") e deixei mais um tanto para que tudo ficasse bem dourado

Nem sal foi necessário adicionar, ficou espetacular. Fer, quando sobrarem romanescos na sua cesta, manda eles para mim?

A foto do prato pronto, composto pelo romanesco, uma bela salsicha e purê de batatas (De saquinho, da Yoki. Pronto, confessei!) eu publico assim que puder, pois foi tirada numa máquina que não é minha. Por enquanto, publico uma foto de um dos post acima lincados para matar a curiosidade de todos que ainda não tinham sido apresentados ao romanesco intergaláctico ;-) .

31 de julho de 2008

Gosto de infância


Li o post do Caos na Cozinha sobre massa frita com carne de porco - "Pulled Pork - o regresso!". Tive que ver a receita original, publicada no Family, Friends and Food. What else is there? porque minha mãe costuma fazer exatamente isso toda vez que sobra alguma massa sem molho (o que é bastante difícil...). Nham!
A foto é do Family, Friends and Food, porque continuo sem máquina...