"Nem só de caviar vive o homem" é o título de um livro escrito por Johannes Mario Simmel. Conta a história real de Thomas Lieven, verdadeira aventura durante a II Guerra Mundial e de como conseguia fazer maravilhas na cozinha, mesmo quando praticamente não havia ingredientes disponíveis. Minha mãe, esse livro e mais recentemente boas amigas e vários blogs me inspiram na cozinha. Este blog é sobre os resultados que nela obtenho e assuntos relacionados ao prazer de comer e beber.
29 de janeiro de 2008
O que fazer com o creme de leite fresco
Encontre um monte de eco, pouca inspiração e nenhuma vontade de ir ao supermercado.
Continue vasculhando e descubra morangos, mirtilos (também conhecidos como blueberries) e framboesas congelados.
Abra um sorriso, coloque tudo no liquidificador, acrescente açúcar e o creme de leite e bata até ficar homogêneo, torcendo para aquela barulheira toda não acordar seu irmão.
Prove.
Não se convença e prove de novo. Mas não demais, deixe algo para depois.
Coloque o creme em algum pote com tampa (eu usei vidros) e leve ao congelador. Se tiver uma sorveteira, melhor. O meu endureceu, mas não tanto que não pudesse ser servido.
Montei a sobremesa com Nutella e hortelã.
- Tem mais?
- Ah, que pena... acabou...
* publicado originalmente em 29.01.2008
28 de janeiro de 2008
Ervas e temperos
E ainda mudinhas de manjericão enraizando.
Também estou testando a estufa individual da Neide com uma cebolinha.
Isso me faz muito bem!
* publicado originalmente em aqui
25 de janeiro de 2008
De volta ao alho-poró
Deixei a preguiça de lado, subi a escada e fui buscar dois livros muito bons que tenho sobre ervas e temperos:
Paula Negraes diz sobre o alho-poró: "Seu nome científico allium, assim como o alho e a cebola, deriva da palavra céltica all, que significa 'pungente' ou 'picante'. O que ainda não respondeu minha pergunta, se é legume, verdurta, tempero, "verde"...
Linganotto o classifica como "erva de origem eurasiática".
Ficha técnica:
LINGANOTTO NETO, Nelusko. Ervas&Temperos com suas Receitas. Dicionário gastronômico. São Paulo: Ed. Gourmet Braszil / Boccato Editores, 2006.
NEGRAES, Paula. Guia A-Z de Plantas. Condimentos. São PAulo: Bei Comunicação, 2003.
***
* publicado originalmente em aqui
Alho-poró
Engraçado ouvir do meu irmão que ele gosta muito de alho poró justo numa época que eu estou fascinada por esse... legume? Verdura? Tempero? "Verde"? Como se classifica o alho-poró?
Há semanas cada vez que ia fazer alguma compra pensava em comprar alho poró e fazer uma torta. Faltava a receita, que encontrei ontem, exatamente como a receita que eu imaginava para uma torta de alho poró.
Bom, tinha eu a receita e visitas em casa. Se já não precisava de motivo para fazer a torta, assim só tinha ficado melhor.
Foto e receita encontrei publicadas ontem (24.01.2008) no Rainhas do Lar, que têm uma seção onde publicam receitas das comadres que é bem bacana. O blog inteiro é muito legal.
A receita está aprovada. Na próxima vez irei dobrar a quantidade de alho poró. Dá para inventar outros receios também.
Para facilitar a vida, Ctrl+C / Ctrl+V básicos, já que o Rainhas não tem link para cada postagem individual.
Torta de alho poró da Olívia
Oi Faby, depois de muito tempo sem cozinhar por conta das férias, estou resgatando antigas receitas de família e esta torta é uma delícia, guardados os créditos à amada e agora extinta revista Cláudia Cozinha, espero que você goste, beijuca .
Massa - Bater no liquidificador
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
1/2 xícara de maisena
1/4 xícara de azeite
1 1/2 colher (sopa) de fermento em pó
1 1/2 colher (chá) de sal
3 ovos

Recheio
Aqueça 2 colheres de sopa de manteiga em fogo médio e refogue dois talos de alho poró (só a parte mais branquinha) até ficar macio. Tempere com sal (eu usei um cubo de caldo de galinha). Dissolva 2 colheres (sopa) de farinha de trigo em 1 xícara de leite e acrescente ao alho poró até engrossar. Retire do fogo e deixe esfriar.
Aqueça o forno em temperatura média. Despeje metade da massa em um refratário e, por cima, o recheio. Cubra com a massa restante, polvilhe com queijo ralado e asse até dourar.
D-i-v-i-n-o. Mando fotos do antes e depois.
***
Ai Olivia, essa torta pinta sempre lá em casa, assim mesmo, de alho poró. Fala pra mim, tem mais gostosa e prática?
Obrigada pela receita comadre.
Bjo!
Faby
* publicado originalmente em 25.01.2008
22 de janeiro de 2008
Caldinho de feijão
O de ontem tomei acompanhada da Cris no Botiquinho (Rua Capitão Otávio Machado, 447). Estava delicioso, com alho dourado, salsinha e um pãozinho bem fresco! Pena que minha máquina fotográfica entrou em greve, fico devendo a foto.
* publicada originalmente em aqui
14 de janeiro de 2008
Almoço de ano novo
Ganhei de presente de uma amiga querida meu almoço de aniversário. Obrigada!
Fomos ao Vila Milagro – restaurante com uma cozinha saudável, sem ser completamente vegetariano. É a segunda vez que como lá e novamente gostei muito.
Para começar, trazem um aperitivo não-alcoólico. Dessa vez foi um suco de capim-limão (ou seria erva cidreira?), da vez passada, clorofila. E água.
Minha pedida foi suco de abacaxi com morango (copiando a Dé), filé de abadejo com molho de shiitake, batatas assadas e suflê de cebolinha, que estava bem leve e delicioso.
Os pratos vêm muito bem servidos. O salmão está escondido ai debaixo e tem exatamente esse tamanho todo. Confesso que comi tudo apenas porque estava delicioso demais para ser deixado no prato. Espaço para a sobremesa, nem pensar.
De noite servem pizza quadrada. Ainda não provei para contar.
Vila Milagro
Rua Áurea, 313 – Vila Mariana
Tel.: 11 5083-1734
www.vilamilagro.com.br
* publicado originalmente em aqui
3 de janeiro de 2008
Por que será?
Para não perder o costume, as receitas dessa época do ano invariavelmente incluem o bacalhau. Cozido, assado, desfiado, em postas, bolinhos, risotos, cozidos, sanduíches, com batatas e cebolas, quente, frio...
Por que será que eu não gosto?
Ou melhor, por que será que todo mundo gosta, menos eu?
* publicada originalmente em aqui
24 de dezembro de 2007
Nem só de caviar vive o homem
Recomendo para quem gosta de cozinhar e de uma boa leitura.
História real passada na Europa na época da Guerra Mundial (a segunda, se bem me recordo), foi posta em palavras por Johannes Mario Simmel, escritor austríaco. O herói que durante a narrativa tem vários nomes é o sonho de consumo de qualquer mulher (que tem meu gosto...): charmoso, culto, bonitofala diversos idiomas, cozinha por prazer e faz milagres com o que encontra pela frenta em plena guerra mundial. Todos seus menus têm entrada, prato principal e sobremesa, descrições de dar água na boca e, para a vontade poder ser satisfeita, as receitas!
Já li e reli não sei quantas vezes e vou voltar a fazê-lo algum dia desses.
* publicado originalmente em aqui
23 de dezembro de 2007
Backe, backe Kuchen
Ontem Kerstin e Marcos passaram por aqui já que estavam por perto fazendo entregas. Ela sempre gostou de fazer doces, todos deliciosos. Jamais esquecerei a torta de camadas de suspiro... Suspiro só de lembrar...
Fui presenteada com um Stollen e 3 pacotinhos de biscoitos natalinos - nozes, anis e Pfeffernuss. Todas receitas natalinas alemãs tradicionais.
Obrigada!
Quem ficar com desejos, pode fazer encomendas disso, de tortas, bolos e receitas alternativas sem, por exemplo, farinha de trigo.
Bom proveito!
* publicada originalmente em aqui
22 de dezembro de 2007
Eu também fiz!
os azeites aprendi a fazer durante o Curso de Jardinagem Gastronômica do Sabor de Fazenda
e a geléia foi seguindo o instinto e relembrando como minha mãe fazia geléia de morangos. Aliás, saudades da cozinha da mamãe...
Sim, o cheiro que invade a casa enquanto os cookies de parmesão e pimenta com manjericão são assados é DI.VI.NO.
Eu também quase "esqueci" de levá-los ao amigo secreto de ontem...
Flowerpot Bread - Pão Assado no Vasinho de Flor
1 envelope de fermento biológico seco: 10 g (ou 3 tabletes de fermento fresco: 45 g)
1 xícara de leite morno
3 colheres (sopa) de açúcar (para pão doce acrescente mais)
1 colher (sopa) fermento em pó
1/2 colher (chá) de bicarbonato
1 colher de vinagre ou limão
1 tablete de margarina em temperatura ambiente
1/2 colher (chá) de sal
1 ovo ligeiramente batido
3 xícaras de farinha de trigo (ou reduza a branca e adicione 1/2 xíc. de integral + mel)
Numa tigela misture o fermento, o açúcar e o leite morno. Acrescente os outros ingredientes na seqüência, mexendo bem entre cada adição com uma espátula. A massa não precisa ser sovada e nem crescer antes de ser levada ao forno. Unte vasinhos de cerâmica ou alumínio, modele os pãezinhos a gosto, encha até no máximo 3/4 do vasinho, pincele com gema e óleo misturados e polvilhe açúcar cristal ou queijo, dependendo de seu recheio. Leve para assar a 150C, pois como são altos eles demoram para assar internamente. Aumente a temperatura se necessário. Asse até dourarem.
Dicas:
- Com esta receita você não precisa sovar, nem deixar a massa crescer. Vai direto ao forno!
- Aumente o açúcar para pães doces, abra a massa e polvilhe açúcar e canela, enrole.
- Acrescente uma colher de mel se fizer com farinha integral, para ter o "honey-wheat bread."
- Como a massa é básica você pode acrescentar queijo, tanto no recheio como na cobertura.
- Use cachepôs de alumínio (sem tinta) ou vasinhos com revestimento vitrificado, dê um tratamento antes nos vasos de cerâmica, passando óleo por fora e levando-os vazios ao forno alto, de cabeça para baixo sobre uma folha de alumínio, por cerca de meia hora.
- Caso o vaso tenha um furo no fundo, preencha com papel alumínio.
- Já encontrei potes parecidos no Carr*four, mas acho que os potes de alumínio vão bem.
* publicado originalmente em aqui
10 de dezembro de 2007
Ameixas
Domingo no CEASA não é dia de plantas. É dia de feira. De frutas, verduras, peixes, produtos da culinária japonesa. De pastel, claro. E de algumas plantas em escala bem reduzida.
Quando fui buscar a terra (previamente encomendada), me apaixonei por ameixas frescas. R$ 4,00 o kilo. Levei dois.
Deles nasceram um bolo com ameixas frescas ao estilo Leonor (minha mãe!), que vou provar daqui a pouco com um café com leite gelado, já que hoje faz muito calor, e uma geléia com textura de purê que acabei de acondicionar em frascos (devidamente?) esterilizados.
Veremos se funciona, é a primeira vez que tento esterilizar vidros para conservas.
20 de novembro de 2007
Empolgação na cozinha
Feriado emendado em feriado. Deu tempo de dormir, ler, de curtir a chuva na preguiça - em casa, de ir a um churrasco, de mexer nos vasos, fazer coisas de casa e, finalmente, de matar as saudades da cozinha.
Empanadas night
O recheio é o típico salteño - carne de coxão mole (de preferência picada na faca - dessa vez sucumbi ao moedor de carnes lá do Pão de Açúcar), com muito cominho, cebola, cebolinha, páprica, uvas-passas e cubinhos de batatas. Nham!
* publicado originalmente em aqui
8 de novembro de 2007
Sabor de Fazenda
Sim, elas são tão simpáticas quanto imaginei.
Num lugar maravilhoso como o Sabor de Fazenda (mudas orgânicas de ervas e temperos) deve ser difícil alguém ficar de mal-humor.
Dia 24 farei um curso de jardinagem gastronômica lá. Mas ultimamente a tecnologia anda contra mim e o DOC que fiz para garantir minha vaga voltou... Resolvi não brigar com ela, peguei meu carro e fui lá fazer minha inscrição pessoalmente e xeretar um pouquinho (curiosa, eu?). Adorei conhecer a Flávia e a Sabrina.
Até daqui a pouco, meninas!* publicado originalmente em aqui