8 de agosto de 2009

Rizoto com caldo de cordeiro


Quando fiz o cordeiro guardei o que sobrou do caldo. Seria imperdoável jogar fora. Ficou congelado até eu decidir fazer o rizoto. Não segui uma receita, fiz como me lembrava que a Dani havia feito uma vez na casa dela.
Primeiro, refoguei cebola, cebolinha e alho poró, logo acrescentei o arroz arbóreo e vinho tinto. Ai começa o momento de mexer constantemente. Quando o vinho foi secando, comecei a acrescentar o caldo quente e continuei mexendo. Quando seca e o arroz ainda não está no ponto, acrescenta-se mais caldo (ou água quente se esse acabar). Assim vai até o arroz ficar al dente. Então, basta apagar o fogo, acrescentar manteiga e queijo ralado na hora, tampar e deixar repousar por aproximadamente 15 minutos. (Coloquei também um resto de molho de cogumelos que havia na geladeira).
Servi com carne picada com molho e erva doce refogada na manteiga.
Por cima, brotos de rabanete (produção própria!).


24 de julho de 2009

Cordeiro com nhoquis



Aqui na TV a cabo há um canal chamado El Gourmet que se dedica apenas as assuntos deliciosos de todos os povos, sabores, texturas e cores.
Comecei a assistir alguns de seus programas em novembro de 2008 e desde então estou com desejo de comer cordeiro, um prato que adoro mas que não combina muito com os mais de 30 graus de temperatura do verão. Vi uns sendo preparados em forno a lenha, ao ar livre, com temperos direto da horta. Não tenho essas condições para o preparo, mas o fogão a gás, mesmo sem tanto charme e o cheirinho da lenha, também deu conta.
Na noite anterior ao dia em que planejava o preparo da paleta de cordeiro que ganhei, subi para procurar uma receita no site do El Gourmet.
Para minha sorte e felicidade encontrei uma fonte melhor: Camila, minha amiga chef lá do delicioso Restaurante Rosmarinus officinalis em Mauá estava online e me disse como ela prepararia a paleta se estivesse em meu lugar.
Para fazer como ela sugeriu, o prato foi postergado um dia, já que tinha que ficar marinando por aprox. 24h.
Primeiro, esfreguei a peça com sal grosso, pimenta do reino branca moída na hora e alecrim seco (na falta do fresco...). Num marinex coberto com filme plástico, ficou das 11h00 de um dia às 8h30 do outro marinando na geladeira.
Logo, esfreguei com mel cristalizado - esse ingrediente foi por minha conta, achei que combinava e não me arrependi.
A carne foi selada numa frigideira para então deitar sobre uma cama de legumes - salsão fatiado, cenoura cortada em rodelas grossas e cebola. Tudo foi banhado com vinho tinto e a assadeira foi completada até metade de sua altura com caldo de carne caseiro feito também no dia anterior (brodo) e tampada com papel alumínio.
Foi ao forno baixo por aproximadamente uma hora. Aumentei a temperatura para média-alta (sorry, não tenho termômetro) para dar uma acelerada. Ficou assim 2 horas. Abaixei novamente a temperatura - a carne já estava assada, mas ainda não desprendia dos ossos como devia.
Já quando selei a carne o aroma de alecrim, carne e pimenta era enlouquecedor. Ao fim de 4h30 de forno, a carne desprendia um aroma delicioso, soltava-se dos ossos como se nunca tivessem estado unidos e seu aspecto também era tentador.
Soltei a carne e desfiei ligeiramente para então acomodar ela e algumas cenouras sobre os nhoquis já cozidos, banhar com caldo, polvilhar com salsinha picada e parmesão recém ralado.
Voilá! Delicious, recomendo.

Dica da Camila para a hora da compra:
* escolha paletas pequenas, são mais macias
* os cordeiros do Uruguai são muito bons

D
e tanto falar em cordeiro para minha mãe ela me presenteou com uma linda paleta de cordeiro, mas lembrarei das dicas quando for escolher uma nova peça para outro delicioso prato algum dia ;-)
A sorte é que somos apenas 3 aqui em casa, então a escolha de uma paleta pequena foi a decisão lógica na hora da compra. Não sei a origem, esqueci de ver a etiqueta. Pode ter sido uruguaia como também patagônica - lá no sul consomem muito cordeiro.


Restaurante Rosmarinus officinalis, Mauá


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20 de julho de 2009

Feliz dia do amigo





Um brinde a todos meus amigos. E que venham ainda mais. Sempre.


***
Tirinha: Jim, Jam y el otro - Por Max Aguirre

1 de julho de 2009

Um, dois



Arroz com feijão nunca foi o prato diário na mesa da minha casa. Lá havia outros costumes, vindos de outras culturas. Dominavam as batatas, e lentilhas eram servidas com mais frequência que feijões.
Acho que aprendia a cozinhar feijão antes de minha mãe (obrigada, Maria!). Aprendi a comer e a gostar dele nas raras vezes em que comíamos no bandejão da escola e, mais tarde, nos restaurantes por quilo, onde está sempre disponível, mesmo que a salada já tenha acabado.
Engraçado que meus hábitos na cozinha só tenham incluído mais o feijão desde que estou fora do país do 1, 2: feijão com arroz. O daqui não é tão fresco, é difícil de ser visto nas prateleiras dos supermercados (engraçado) e mais fácil de ser comprado solto nas lojas de 'dietética', ao lado do farelo de trigo e das sementes de girassol descascadas (e sem sal!) que adoro. Atenção: pode estar bichado, olhe bem antes de pedir seu quilinho.
Mas depois é só alegria. Mulatinho, preto, azuqui: separe, lave, deixe de molho e cozinhe como de costume. Para acompanhar, arroz branco com cebola e alho, couve da horta (porque essa também não existe por aqui) e o que mais der vontade ou tiver sobrado de alguma refeição anterior.
Pimentinha?

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21 de junho de 2009

Pudim de pão


Ficou bom. Até meu pai que não anda muito de doces elogiou. Outra receita garimpada no Chucrute. Copio e colo.

2 1/2 xícaras de leite
2 colheres de sopa de manteiga
3 fatias de pão tipo caseiro, sem a casca e picado [mais ou menos 1 1/2 xícara]
1/2 xícara de passas
Raspas de meio limão
3 ovos grandes
3 colheres de sopa de açúcar
1/8 colher de chá de noz moscada ralada na hora
Para polvilhar, 2 colheres de açúcar ou cubinhos de açúcar esmigalhados
Para servir, creme de leite fresco [heavy cream]

Numa panela aqueça o leite com a manteiga, mexendo até derreter. Remova a panela do fogo e acrescente o pão em pedacinhos, as passas, as raspas de limão e deixe amornar. Separe as claras das gemas dos ovos. Bata as claras em neve. Coloque as gemas batidas com um garfo na mistura de leite e pão. Misture bem. Acrescente o açúcar. Junte as claras em neve, mexa delicadamente, e coloque a nos moscada. Salpique com o açúcar. Despeje a mistura numa forma rasa untada com manteiga e coloque num banho maria em forno pré-aquecido em 325ºF/162ºC por uma hora. Sirva morno com o creme fresco.


Fiz um caramelo na forma em vez de untar e enquanto o pudim estava quente, consegui desenformar ele inteirinho, um milagre...

Batatas espanholas com file de porco



Eba! O domingo chegou.
Dia de batatas espanholas, que buscavam por companhia e foram servidas com uma salada de pepinos temperada com creme de leite e dill e filé mignon de porco defumado sobre uma cama de cebola e tomates secos. Almoço delicioso de dia dos pais metido a prato de grande chef, todo amontoado feito uma torre no meio do prato (aqui na Argentina o dia dos pais se comemora em junho, no terceito domingo).
Foi a primeira vez que usei açafrão. Lá nos idos de 1992 comi um prato panamenho na casa de uma amiga aqui em Buenos Aires. Delicioso, levava açafrão. Fui toda contente gastar meu rico (e pouco) dinheirinho um potinho de açafrão que era menor que minha unha e custava os olhos da cara. Nunca chegou a ser usado - desapareceu numa mudança, apesar de bem guardado no pote de condimentos. Vai saber...


As batatas (receita publicada no Chucrute)

1 quilo de batatas cortadas em fatias grossas [para 3 pessoas, usei 700g e adaptei o restante. Sobrou um petisquinho para a hora de assaltar a geladeira]
Sal marinho e pimenta do reino moída na hora
2 pitadas de açafrão
3 colheres de sopa de azeite de oliva extra-virgem [Não tinha, que vexame! Usei canola instead]
1 fatia de pão rústico [usei de um que fiz - receita aqui]
1/2 xícara de amêndoas sem casca picadas
2 dentes de alho [será que não era para picar?]
2 xícaras de água fervendo
1 colher de chá de páprica [a minha é da "normal" mesmo]
1 colher de sopa de salsinha picada [não usei porque sou uma esquecida]

Pré-aqueça o forno em 375ºF/ 190ºC. Unte um refratário grande que comporte as batatas numa única camada, com azeite. Adicione as batatas, adicione sal e pimenta a gosto e salpique o açafrão por cima.

Numa frigideira, em fogo médio, coloque o pão partido em pedacinhos com as mãos, as amêndoas e o alho. Refogue bem até o alho ficar dourado. [Nesse ponto acrescentei a páprica.] Coloque essa mistura num processador e moa bem, adicionando um pouco da água fervendo até formar uma pasta. Adicione sal e pimenta a gosto e espalhe sobre a camada de batatas. Regue com o restante da água fervendo, cubra com papel alumínio e asse por uns 30 minutos. Descubra, mexa com uma colher e deixe assar mais um pouco, até toda água ser absorvida e as batatas estarem bem macias. Se quiser, gratine por uns minutos no broiler. [Eu quis, mas confesso que não fez muita diferença...]

PS: Fer, consegui segurar a água na boca até hoje.


Salada de pepinos
A renda do pepino não ficou tão bonita como a da Cris do From our home to yours. Quem sabe ela conta seu segredo pra gente?

Para o molho, usei:
Sumo de limão sisciliano (aqui esse domina, o tahiti vende-se para caipirinhas e é bem mais caro e difícil de encontrar)
Azeite
Sal
Pimenta branca moída na hora
Maggi-Würze
Creme de leite fresco


O filé de porco sobre cama de cebolas e tomates secos
Essas fatias de filé mignon de porco defumadas são vendidas como Kassler e podem ser comidas tal qual saem da embalagem. Portanto, bastava aquecê-las. Mas com um toque de algo mais, certo? Certo.
Fatiei cebola, temeperei com óleo (again no olive oil, what a shame!), sal e pimenta. Levei ao forno num refratário coberto com alumínio por 40 minutos enquanto preparava as batatas. Acrescentei o que me restava dos tomatinhos secos, que também fizeram sucesso aqui. Mais 40 minutos de forno. Dispus as 3 fatias de lombo de porco em cima, para aquecer por 5 minutinhos mais.


Na hora de servir: uma porção de batatas formou a base, o lombo equilibrado em cima com seus acompanhamentos. A salada foi à mesa na tijela marrom (gosto do contraste de cores) e serviu-se em pratinhos individuais.


*** Perguntei e a resposta veio à jato ***

Olá Elena
Tudo bem?
Para fazer os frisos passe um garfo de ponta a ponta no pepino e depois fatie. É mais fácil com o garfo que já faz os dentinhos.
Qualquer dúvida me chame.
Beijos
Cris

From:Subject: [Receitas - From our home to yours - Português] Novo comentário em Olé, mulher rendeira....

Elena sem H deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Olé, mulher rendeira...":

Cris

Com que você "renda" o pepino? Tentei uma ferramenta de tirar casquinha de limão e também improvisar com a ponta de um molde de cortar biscoitos. A coisa ficou meio torta, apesar disso não ser tão aparente nas finas fatias. Mas adoraria fazer melhor na próxima vez ;-)

Beijos,

Elena sem H

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Da despensa, da geladeira, da prateleira de temperos

Delícias de nossas cozinhas que dão toques especiais aos pratos do dia-a-dia.


Dois gramas de açafrão espanhol por potinho. Não quero nem saber quanto custou (obrigada, mamis).
E curry em pasta. Até então conhecia apenas o curry em pó, como o indiano. Encantei-me por esse. Ah, se fotos tivessem aroma!

File mignon (ou lombo) de porco defumado, para Kassler.

"Tempero Maggi. Para acertar o sabor e temperar na cozinha e à mesa. Desde 1887."
E eu ia dizer que é uma tradição aqui em casa... Comparado a mais de mais de 120 anos de existência, o que são 3 gerações de uso? Foi trazido por anos a fio da Alemanha, era o pedido cada vez que alguém viajava. hoje é possível comprá-lo aqui, no Jumbo. E vale pagar seu preço. Visualmente parece molho inglês, porém aroma e sabor são bem diferentes dele.

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19 de junho de 2009

Salada de tomatinhos secos


A salada que mencionei no post anterior. Ficou assim, tão deliciosa quanto a foto. Nham!

Tomatinhos secos



Comprei um pacotão de tomatinhos-pera (?), lavei, cortei pela metade, arrumei numa assadeira todos bem apertadinhos e juntinhos e levei ao forno mais baixo possível por várias e várias horas (umas 5?). Depois de duas horas, coloquei cebola finamente fatiada numa parte.
Ficaram ótimos, reparem como encolheram (óbvio, era o esperado, drrrrrrrrrr).

A parte com as cebolas virou uma salada: os tomatinhos secos + cebola assada + queijo gruyer em quadradinhos + azeite + pimenta do reino branca moída na hora + orégano + azeitonas sem caroço. Delícia! Foi servida acompanhando outros frios e pão.
Outro tanto incrementou uma carne assada. E ainda tem um pouco na geladeira esperando sua vez.

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17 de junho de 2009

Pão recheado



Anteontem resolvi voltar a fazer essa receita aqui, porém usando o que "sobra" da massa para fazer um pão recheado com frios, um pão com jeito meio rocambole de ser.
Piquei presunto, muzarela, tomate e cebola, temperei com azeite de oliva, orégano, pimenta do reino branca e deixei marinar enquanto a massa crescia. Num tantinho de recheio misturei uns restos de salsichão e fiz um pãozinho com sabor diferente.
Rendeu vários pães de tamanhos diferentes, já que fiz uma torta menor dessa vez. Assim, deixo o almoço para meus pais no sábado (esses pães foram congelados e posteriormente voltarão a ser aquecidos no forno) e tenho algo tentador para levar à comemoração do dia do voluntário lá na reserva Ribera Norte.


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11 de junho de 2009

Miojo

Brasileiros fora do país e que gostam de comer geralmente sentem saudades de uma boa feijoada, carne seca com macaxeira, pão de queijo, requeijão, queijo minas, goiabada, brigadeiro... Sinto falta disso tudo às vezes, mas andava mesmo com vontade de comer miojo. Pode?
Ontem comi algo bastante parecido (que aqui custa uma fortuna, um absurdo!). Mas assim como o lámen de outras marcas não é miojo, esse tampouco. Fica para quando eu estiver em terras tupiniquins mesmo.

5 de junho de 2009

Capeletis gratinados


Ficaram deliciosos. E foram fáceis e rápidos de fazer. Enquanto os capeletes cozinhavam em água e sal, fiz o molho.
A massa comprei pronta, industrializada da La Salteña - já falei dessa marca aqui e aqui, era recheada com ricota e espinafre.
Para o molho, usei um purê de tomate com orégano e, como nenhum molho de caixinha é suficientemente bom, refoguei cebola, salsicha picada, acrescentei o purê de tomate e temperei com pimenta do reino branca, sal, algo de açúcar, sementes de Kümmel para um toque diferente e discreto.
Depois de escorrer a massa, coloquei num refratário com manteiga no fundo, logo molho, mais massa, mais molho, umas fatias de queijo e algum queijo ralado. Como já estava tudo quente, levei à parte inferior do forno (aquela gavetinha que a gente nunca lembra de usar e que fica abaixo das chamas) para gratinar.
Comemos acompanhado de vinho tinto Santa Ana etiqueta negra. Vinho barato, nada especial, ácido e bom para a situação.

Meia horinha


É mais ou menos isso que dura uma cozinha limpa: o tempo entre a comida ficar pronta e a louça lavada e terminarmos de jantar. Ai, já era.

30 de maio de 2009

Gudruns Bauernbrot


Esse foi o primeiro pão que fiz em minha vida, lá nos idos de 1989... O nome está em alemão. Gudrun foi quem me ensinou a receita. Bauernbrot é o pão do camponês, aquele mais consistente, mais pesadinho, com grão, muitas fibras e farinha integral. Aqui o chamariam de pan de campo.
Apesar dele não ter crescido muito ontem, está delicioso. A receita rende 4 pães como o da foto (uns 30cm), que deveriam estar mais crescidinhos - geralmente o pão assado fica com o triplo do tamanho da massa crua, essa vez ela apenas dobrou.
O bom dessa receita é que ela também congela bem, senão teria que sair procurando a quem dar de presente pois deixar estragar não cabe. Da última vez que fiz, descobri que posso obter um "pão fresco" recém assado com aquilo que congelei. Para isso, basta assar menos (2/3 do tempo total, por exemplo) uma parte dos pães, congelar eles assim, semi-assados e, quando quiser consumir, descongelar na geladeira e logo assar o tempo restante (aprox. meia hora).
Outra vantagem é que podemos adicionar os grãos que mais nos apetecem, variar os ingredientes entre uma receita e outra, colocar grão em cima ou sal groso para dar um tchan, acrescentar mel em vez de açúcar e assim ir brincando com a receita e com nosso paladar.
E claro, é um pão cheio de fibras e dos mais variados tipos de minerais e vitaminas dos diversos grão - portanto, bom para a digestão e nossa saúde.
Ele vai muito bem com frios e patês, o pessoal da horta adorou.


Abaixo, a receita original.

Gudruns Bauernbrot

* 2 colheres de sopa dos seguintes grãos: trigo mourisco, trigo integral (que deverá ficar de molho 24h antes de usar), linhaça (ômega três, ajuda no controle do colesterol), gergelim (símbolo da imortalidade na mitologia hindu, recomendada para a boa circulação e fonte importante de cálcio), farelo de aveia tostado, cevadinha, farimnha de milho, farinha para kibe, flocos de trico, painço descascado (sim, painço - isso não é só comida para passarinho)
* 6 CS de farinha de trigo integral (aprox. 200g)
* aprox. 1kg de farinha de trigo (a quantidade vai depender, use o necessário para dar liga)
* 1 ovo (opcional - dessa vez usei o que sobrou da receita do mini cheese cake)
* 6 CS de manteiga
* 3 xícaras de leite morno
* 2 cc de açúcar

Misturar os grãos, a manteiga, 2 1/2 xíc de leite morno, o sal e o ovo até obter uma consistência homogênea. Separadamente, dissolver o fermento no leite restante adicionando o açúcar. Logo, acrescentar o fermento aos grãos e ir adidionando as farinhas integral e branca. Amassar com as mãos até obter uma massa uniforme.
Deixar descansar enquanto unta formas inglesas, ou, como prefiro fazer, prepara uma grande assadeira untada ou forrada com uma placa de silicone. Cortar a massa em 4 partes, formar o pão ou forrar o fundo das formas (não exceder 1/3 da altura da forma, o pão cresce bastante). Fazer cortes em cima para ele não rachar e logo cobrir um panos de prato. Deixar num local quente até dobrar de tamanho - eu deixo em cima do fogão, já que acendo o forno (fogo baixo) nesse momento para pré-aquecê-lo.
Levar ao forno pré-aquecido em temperatura média e assar de 1 a 1 1/2 hora - estará cheirando bem e, se furado com um palito, a massa não irá grudar.
Dessa vez eu também resolvi pincelar com ovo antes de assar e colocar um pouco de sal grosso num deles.

29 de maio de 2009

Mini cheese cake


Aqui não tem requeijão. Acho que só no Brasil há essa iguaria... Quando me dá vontade de comer um pãozinho fresco com requeijão, saio em busca de algum queijo untável ainda não provado para ver se sacio essa vontade por aproximação.
Dessa vez, não deu certo de novo. O queijo que comprei é um queijo branco cremoso, leve, parecido em textura ao Philadelfia porém sem tanto creme de leite. Muito gostoso, mas não é requeijão.
Na tampa de alumínio, receitinha de cheese cake. Eba!
Apesar de adorar cheese cake, nunca havia sequer pensado em fazer um. Não sei porque. Quando vi a receita, me animei de imediato. Mas (na história do Brasil sempre há um "mas", diria minha professora da quinta série), a receita pedia 3 potes desse queijo. Eu tinha um, começado. Sei que dividir receitas é arriscado, em três partes então... principalmente porque pede 1 ovo. Resolvi arriscar ainda assim e deu muitíssimo certo. A receita é ótima, deliciosa, fácil de fazer, rápida de fazer. Quer mais? Para mim está bom assim.
Abaixo, a receita inteira. No meio a tantas contas, acanbei fazendo 1/6 da massa e 1/3 do recheio. Ficou ótimo, uma massa bem fininha e recheio mais generoso.

Massa
* 250g de farinha
* 125g de manteiga
* 125g de açúcar
* 1 ovo (para usar 1/3 de ovo, abri, mexi bem o ovo, contei a quantidade de colheres de sopa a que ele correspondia e usei um terço delas na receita - o que sobrou, foi para o pão que fiz na sequência)

Recheio
* 600g de queijo Finlandia (um quijo branco cremoso, untável - acredito que usando o Philadélfia fique tão bom quanto)
* 6 gemas
* 250g de açúcar
* 1/2 cc de essência de baunilha
* raspas de limão
(ops, esqueci completamente da baunilha e das raspas - só percebi isso agora...)

Numa tigela, amasse a manteiga com o açúcar e o ovo, formando um creme. Acrescente a farinha de uma vez, incorpore bem sem amassar. Com essa massa, forre uma assadeira untada e enfarinhada. Se for desmontável, melhor.
Para o recheio, bata todos os ingredientes até obter um creme liso. Despeje na forma e asse em forno médio por 45 minutos.
Deixe esfriar (ao menos amornar) antes de desenformar. Cubra com a geléia de sua preferência - a clássica é a de framboesas. Usei de cerejas,
que caiu muito bem com seu azedinho.
Deixe algumas horas na geladeira. Nós comemos 1/6 desse mini como sobremesa do almoço.

Para fazer o mini cheese cake, qualquer forma ficava grande. Optei por usar uma tigelinha de cerâmica de aprox. 15cm de diâmetro, que untei e enfarinhei. Depois de fria, a torta encolheu um pouco e foi bem fácil desenformar.

25 de maio de 2009

Imperialíssima


Se estiver por aqui nesses pagos e gostar de uma gelada, prove a Imperial. Ela era fabricada pela Quilmes, mas agora quem assumiu é a Brahma (que abocanhou um bom pedaço do mercado por aqui - pelo menos cartazes, cadeiras, mesinhas e quetais não faltam). A Imperial é algo mais encorpada que uma corriqueira Brahma, mas menos amarga que uma deliciosa verdinha (a Heinecken, para os íntimos). Eu gosto.

23 de maio de 2009

Kapustytchnii pirog - torta russa de repolho


A essa delícia da cozinha russa fui apresentada na Páscoa. Eu pre-ci-sa-va aprender!! E fiz isso no dia 15. Como estamos falando de uma massa com fermento fresco, prepare-se para passar calor na cozinha. A mesma massa pode ser usada também para fazer tortinhas individuais, pãezinhos recheados ou simplesmente um pão branco muito fofinho e bem massudo (que é o que vira a massa que sobra dessa receita). A receita se presta muito bem ao congelamento e a torta descongelada fica tal qual a recém feita. Que bom, porque a receita é grande e para as 3 pessoas que comem aqui na casa dos meus pais é muito grande.
Usei ovos caipira para que a massa ficasse mais amarelinha como a de Swetlana, prima de meu pai que me passou essa receita.

Para o receio
* usei aproximadamente 1,3kg de repolho - retire as partes mais duras do centro e as folhas externas, pique o restante
* sal grosso - aprox. 1 colher de sopa rasa
* óleo para refogar - aprox. 200ml
* 1 cebola grande picada
* 4 ovos cozidos picados
Depois de picar o repolho, adicione o sal grosso e amasse para que ele solte um pouco de água. Refogue a cebola até que fique transparente, junte o repolho, misture bem e deixe refogar em fogo muito baixo com a panela tampada até que esteja macio e pegue um bronzeadinho. Deixe esfriar e junte os ovos picados (usei o processador). Reserve.

Para a massa
* 50g de fermento fresco
* 1 CS rasa de sal fino
* 1/2 l de leite morno
* 1 kg de farinha de trigo (+ um tanto para abrir a massa)
* 2 CS açúcar
* 4 gemas
* 200g manteiga (temperatura ambiente)
* 2 CS óleo (agora que escrevo a receita noto que esqueci do óleo e que não fez diferença não)
* 1 ovo para pincelar

Antes de começar a fazer a massa, aqueça o ambiente: coloque a chaleira com muita água para ferver, ferva uma panela com água, coloque o repolho para refogar. A panela com água quente será útil para fazer a massa crescer - depois que ferver, apague o fogo e deixe ela ir amornando.
Num recipiente graaaaaande (usei uma panela bem alta), misture o fermento com o sal até que fique líquido, adicione o açúcar, e o leite morno e misture bem para então acrescentar as gemas. Nessa mistura adicione a metade da farinha e a manteiga e misture até que fique liso. Vá adicionando o restante da farinha (será necessário pôr a mão na massa) e amassando até que a massa desgrude da mão. Talvez você precise de menos farinha que o 1kg recomendado, talvez de um pouco mais - isso dependerá do tamanho dos ovos, do fermento, da temperatura da cozinha. Uma vez que a massa tiver desgrudado da mão, deixe-a nesse recipiente, cubra-o com um pano de prato limpo e apoie o recipiente em cima da panela de água (aquela de antes), que deverá estar morna. É importante que esteja morna, não mais fervendo, porque queremos que a massa cresça, não que comece a cozinhar na panela, ok?
Bom, agora vá dar uma volta, tome um café e deixe o fermento fazer sua parte. A massa demorará aproximadamente 2 horas em crescer - ela triplica ou até quadruplica de tamanho (lembra que falei de usar um recipiente grande? Pois então!).
Enquanto isso, a chaleira permanece fervendo ali por perto, para manter a umidade e o calor na cozinha (principalmente se for inverno, num verão calorento, pule esse item). Lembre de enxer a chaleira se ela for pequena, afinal, ela ficará 2 horas no fogo.
Bom, agora que a massa cresceu, vamos abrí-la. Coloque bastante farinha numa mesa ou mesada e a massa no meio, corte 2/3 dela e reserve o restante para a tampa. Abra com um rolo, acomode numa assadeira untada com óleo e corte as bordas que sobrarem. Preencha com o repolho, abra o restante da massa e cubra a torta, apertando nas laterais para fechar. Como as sobras é possível fazer enfeites. Pincele com ovo ligeiramente batido.
Asse em forno médio-baixo por 40 minutos ou até o cheiro invadir a casa e o pirog ficar douradinho.

A receita é grande. Se a sua assadeira for como a minha, de tamanho "normal" - não extra XXG, dá pra fazer duas tortas ou então uma torta generosa + um pão. Deixei uma parte para fazer pão, que também foi pincelado e ficou esperando em cima do fogão coberto pelo pano de prato até a torta teri sido assada e haver lugar no forno. A massa cresceu novamente e o pão ficou ótimo, mas se não tivesse ficado, tudo bem, a estrela do dia era mesmo o pirog.

Mission accomplished!



Consegui a receita da torta de maçãs que baba - minha avó paterna - fazia, que todos adorávamos e cuja receita eu havia perdido... Vou publicar, guardar o caderno, mandar para os amigos e garantir que nunca mais desapareça!!!! Na Páscoa fui almoçar na casa de uma prima de meu pai e ela fez uma torta de maçã com o gosto certo, porém a fez fechada. A de minha avó era aberta. Ótima, mas nada de me dar a receita... "Vem aqui, tem que ver fazer, aprender...". Beleza.
Dia 15 fui lá aprender a fazer um outro pirog (a palavra russa para torta, seja ela salgada ou doce) e aproveitei para pegar essa também (ela não quis me passar antes). É a receita da mãe dela, irmã de minha avó. Ou seja: A RECEITA!!!
Iuhu!

Yablotchnii pirog (torta de maçãs)

Para o recheio
* 6 maçãs verdes grandes (ou 8 menores)
* suco de limão
* açúcar
Difícil definir quantidades... Dependerá das maçãs, do tamanho da forma (sei uma 30 x 20cm) e do seu paladar para o açúcar.
Faça um purê com as maçãs verdes sem as cascas e os miolos, regando-as com suco de limão para que não escureçam. A dica é colocar as maçãs picadas no microondas por três minutos, mexer, mais 3 minutos, mexer e seguir assim até que estejam com consistência de purê e só então adoçar a gosto. Ou, senão, fazer numa panela tampada mesmo, em fogo baixo, para não ter que adicionar água.
Se ainda assim elas tiverem soltado muita água, tire um pouco para não encharcar a torta.

Para a massa
* 240g de farinha de trigo
* 4 colheres de chá de fermento em pó (na próxima diminuirei para 3cc) - se preferir, use farinha com fermento e esqueça esse ingrediente
* 100g de açúcar
* 125g de manteiga
* 1 gema
* 1 ovo - usei os caipiras do post anterior, que deixam a massa mais amarela
* 2 colheres de sopa de leite

Misturar a manteiga e o açúcar, adicionar a gema e o ovo e obter um creme. Adicionar a farinha e o leite e amassar até a massa ficar lisa. Colocar a massa na geladeira por 20 minutos para ser menos impossível abri-la.
A torta original é feita numa forma redonda e tem fundo e tampa. Para isso é preciso abrir a massa com um rolo. Essa massa é MUITO grudenta e quebradiça e não se obtém o mesmo resultado se acrescentar mais farinha. Portanto, para abri-la, requer-se de muita paciência e de farinha para a superfície onde será aberta. Recomendo fazer isso sobre papel manteiga ou uma placa de silicone (ambos com muita farinha) para poder depois virar o disco sobre a forma.
Ou, para simplificar a vida, faça como minha avó (e como eu): coloque a massa numa assadeira untada e enfarinhada e vá distribuindo ela com as mãos mesmo, tentando deixá-la uniforme. Guarde um pouco de massa para fazer uns enfeites. Baba costumava escrever nosso nome em russo quando fazia essa torta para nosso aniversário ou dia de santo.
Coloque o purê de maçãs verdes, a tampa ou os enfeites e asse em forno médio, médio-baixo por aproximadamente 40 minutos (ela vai desprender um aroma perturbador quando estiver quase pronta e a massa ficará douradinha).
Logo quando retirar do forno, polvilhe açúcar de confeiteiro usando uma peneira. Ele será absorvido pelo purê e ficará aparente apenas sobre a massa.

Pronto. Agora delicie-se com ela ainda morninha ou em temperatura ambiente no dia em que foi feita, descubra a massa levemente crocante e acompanhe com um chá preto com limão (como Baba gostava de fazer), com um delicioso café e, se quiser abusar das calorias, com creme de leite batido.
Se sobrar, guarde na geladeira. Ela já não será a mesma, pois umedece, mas continuará deliciosa e imperdível ;-)


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Caipiras e urbanóides



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16 de maio de 2009

Da cor da beterraba

Borschtsch

Sopa russa com beterrabas, carne, batatas, repolho e cenoura, basicamente. Na hora de servir, creme de leite fresco ou azedo.