"Nem só de caviar vive o homem" é o título de um livro escrito por Johannes Mario Simmel. Conta a história real de Thomas Lieven, verdadeira aventura durante a II Guerra Mundial e de como conseguia fazer maravilhas na cozinha, mesmo quando praticamente não havia ingredientes disponíveis. Minha mãe, esse livro e mais recentemente boas amigas e vários blogs me inspiram na cozinha. Este blog é sobre os resultados que nela obtenho e assuntos relacionados ao prazer de comer e beber.
24 de julho de 2010
Convescote no blog
Piquenique perto de casa, da Neide Rigo, da Fabiana, da Veronika Paulics.
Amizades boas acabam em pizzas especiais - Forneria do Santa
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21 de maio de 2010
Estilo oriental
Sábado passado convidei minha madrinha para almoçar em casa. Logo, minha mãe perguntou se eu tinha alguma idéia de quê preparar. Essa pergunta veio acompanhada do comentário de que havia comprado um pacote de legumes congelados 'para wok'. Inspiração certeira, já que no dia anterior me deparei com meio pacote de macarrão de arroz dando voltas no armário e pedindo para ser usado.
Pedi para ela comprar uma carne para fazer com cebola no estilo oriental e logo os champinhons, vagens, cenouras, pimentões vermelhos e verdes, brotos de feijão e milho, e o macarrão viraram um prato estilo com inspiração oriental.
Os legumes, finamente fatiados e facilíssimos de usar [colocar, congelado mesmo, numa wok pré-aquecida e cozinhar em fogo médio por 8 minutos (fica levemente ao dente, delicioso) para logo temperar a gosto e voilá!] foram preparados ao mesmo tempo que fervia o macarrão devidamente hidratado, temperados com algo de shoyo e misturados à massa.
A carne, comecei a fazer logo depois do café da manhã, enquanto minha mãe ia ao mercado. Calma, não leva tanto tempo assim, hahaha. Fatiei uma cebola em 'formato oriental' (para mim, toda comida do China sempre vem com cebolas em 'meia-lua', então esse passou a ser o 'formato oriental') e coloquei de molho no suco de uma laranja. Ficou na geladeira até a hora de preparar o almoço.
Logo, limpei e fatiei a carne e selei na wok. Retirei a carne e refoguei a cebola escorrida (reserve o suco!) adicionando um pouco de sal para ela não dourar. O próximo passo foi colocar a carne e deixar uns minutinhos para pegar o sabor da cebola. Acrescentei o suco de laranja e um resto de gengibre em conserva que estava na geladeira, junto com algo do líquido da conserva. Deixei apurar, acertei o sal e servi com o macarrão.
Obs.: O perfume que invadia a cozinha era de enlouquecer!
16 de abril de 2010
Sacher-Torte
Fui à Viena lá pra 2001 ou 2002 à trabalho e uma das paradas foi o Hotel Sacher, um bem tradicional e antigo e onde foi criada a maravilhosa torta de chocolate que leva seu nome. Já comi supostos doces 'Sacher' de várias padarias e docerias, todas bem intencionadas, nenhuma chegando ao pé da original (apensar de não me lembrar bem como ela é, tenho uma lembrança gustativa e ainda não encontrei 'A' imitação).
Ontem deu vontade de comer um bolo gostoso, então resolvi consultar o Nem Só de Caviar Vive o Homem. A única receita de bolo dele é a Sacher-Torte. Não sei porque não o consultei antes: a torta ficou DI-VI-NA e realmente muito parecida à original. Só não recheei a massa, como se pode apreciar na foto da original, porque a receita não pedia. E acho que ficou excelente assim, com a geléia de damascos entre o bolo e a cobertura de chocolate. Pronto, agora, quando der vontade, já sei como fazer.
Sacher-Torte
* 125g de manteiga em temperatura ambiente
* 150g de açúcar
* 150g de farinha de trigo
* 5 gemas
* 1 colher de chá de essência de baunilha
* 150g de chocolate meio-amargo derretido em banho maria
* 5 claras batidas em ponto de neve
* geléia de damascos - o suficiente para cobrir a torta
Para a cobertura
* 90g de chocolate meio-amargo derretido em banho maria
* 125g de açúcar de confeiteiro
* 2 colheres de sopa de água bem quente
Bata a manteiga até ficar cremosa, adicione o açúcar e logo as gemas, uma à uma, batendo bem. Adicione a farinha de trigo previamente peneirada e essência de baunilha. Quando estiver tudo bem misturado, incorpore o chocolate derretido. Ao final, incorpore as claras batidas em neve. Asse em forno médio por aproximadamente 30 minutos.
Desenforme, cubra com geléia e logo com a cobertura, que se faz assim: coloque o chocolate previamente derretido em banho maria numa panelinha, junte o açúcar de confeiteiro e as duas colheres de água quente e leve ao fogo, mexendo constantemente até ficar homogêneo e mais fluído (não é que fique líquido). Cubra o bolo, pode ser ainda quente ou depois de frio. Preferi fazer como o bolo quente, porque logo ele vai ao forno bem quente (mas desligado) por um minuto para a cobertura secar, e assim aproveitei o forno e não o tive que aquecer novamente em outro momento.
Deixe esfriar bem antes de servir.
12 de abril de 2010
Chucrute + Cucinetta = almoço delicioso
Ler receitas nunca foi meu forte. Acho bem legal quando a Fer do Chucrute conta com entusiasmo que lê seus livros e revistas de receitas, que passa um tempão imaginando e procurando pela receita perfeita. Já eu acabo sendo mais preguiçosa. Acho que sou conquistada primeiro pela foto, que cutuca minha imaginação e logo estou imaginando como será a receita antes de começar a ler sobre seus ingredientes ou preparo. E para esse modus operandi a internet funciona melhor. Os livros de receitas não conseguem publicar fotos de todas as receitas, já nos blogs a coisa é diferente. Tenho alguns preferidos, como o Chucrute (vocês já devem ter percebido...) e o La Cucinetta ou o Come-se e de lá tiro muitas das minhas inspirações para a cozinha. No fim de março me encantei por uma receita de Capuns e não sosseguei enquanto a acelga não baixou de preço o suficiente para virar essa delícia. Fazê-los leva seu tempo (pelo preparo das folhas de acelga mais que nada), mas garanto que vale a pena! Por mim, o almoço nem incluiria carne, seria uma cardápio vegetariano, mas os paladares alheios pedem o complemento da 'mistura', então juntei aos capuns o frango com molho de laranja sobre purê de cenoura.
Não sei quais capuns ficaram mais gostosos, se os do dia ou os que sobraram e foram aquecidos no dia seguinte no molho de laranja numa frigideira. O molho de laranja reduziu ainda mais, deixando os capuns levemente caramelados. Fico com água na boca só de pensar!
Para facilitar a vida, copio e colo as receitas tal qual foram publicadas pela Ana e pela Fer. Patota: faça os capuns, vocês vão AMAR!
CAPUNS (da revista La Cucina Italiana)
Tempo de preparo: 1 hora
Rendimento: 4 porções [se for comer apenas isso]
Ingredientes:
- 300g caldo de legumes (uns 300ml, mais ou menos)
- 200g pão integral amanhecido, moído no processador ou liquidificador em pedacinhos menores
- 80g queijo Emental
- 50g manteiga + um pouco p/ untar a forma
- 12 folhas grandes e sem rasgos de couve chinesa
- 2 ovos
- 1 cebola grande, picada
- manjerona
- sal e pimenta-do-reino a gosto
- Pré-aqueça o forno a 200ºC e unte uma travessa refratária média com manteiga.[esqueci de untar, não fez a menor diferença]
- Leve água salgada a ferver. Corte fora os talos brancos e duros das folhas que se destaquem para fora da folha (não jogue fora: use numa fritatta depois, ou no caldo de legumes). Mergulhe as folhas na água fervente com cuidado, poucas de cada vez, deixando por 1 minuto e retirando. Deixe-as secar abertas sobre um pano de prato.
- Derreta a manteiga em uma frigideira grande. Refogue a cebola picada até que amoleça e junte o pão moído. Cozinhe, mexendo sempre, por uns 5 minutos, até que o pão esteja ligeiramente dourado e aromático. Deixe esfriar.
- Em uma tigela, bata os ovos ligeiramente com algumas pitadas de manjerona [que eu não tinha e substituí por noz moscada], sal e pimenta. Quando o pão estiver frio, junte-o aos ovos e a 3/4 do queijo ralado. Misture bem. O pão absorverá toda a umidade.
- Coloque uma folha aberta à sua frente. Coloque uma colherada generosa do recheio de pão no centro da folha. Dobre as laterais por sobre o recheio. Dobre a parte inferior sobre o recheio e, aproveitando o movimento, termine de enrolar com cuidado o capun. Repita com os outros onze e os arranje na travessa untada.
- Despeje o caldo (frio ou morno) sobre os capuns e polvilhe com o restante do queijo. Leve ao forno por 20 minutos, ou até que o queijo esteja derretido e dourado (eu poderia ter deixado dourar mais, mas estava morrendo de fome! hehehe...). Sirva imediatamente, 3 capuns por pessoa.
Frango com purê de cenoura e molho de laranja
* 6 peitos de frango batidos fino
* 16 colheres de sopa de azeite extra virgem
* Sal Kosher ou marinho grosso e pimenta do reino moída a gosto
* 4 xícaras de caldo de galinha [*usei de legumes]
* 2 quilos de cenouras cortadas em rodelas
* 1 cebola grande picada
* 1 1⁄2 xícaras de suco de laranja
* 4 colheres de sopa de manteiga sem sal
* 2 laranjas descascadas e cortadas em gomos
* 3⁄4 xícara de harissa [nunca tinha ouvido falar em harissa e não faço idéia de onde procurar por ela, então usei uma pasta de curry fenomenal que se vende aqui]
* 2 colheres de chá de vinagre sherry [jerez]
* 100 gr de folhas de dandelion / dente-de-leão [ou outra folha verde] - Dente-de-leão é uma delícia: amargo, seria um belo contraste, mas abri mão da salada já que incluí os capuns no menu do dia. Não vale abusar do dente-de-leão, ele pode cair meio mal se consumido em excesso.
* 3⁄4 xícara de azeitonas pretas secas cortadas grosseiramente
* 2 echalotas picadinhas
Numa vasilha coloque os peitos de frango e tempere com 3 colheres de sopa de azeite, sal e pimenta do reino. Reserve. [deixei marinar na geladeira]
Numa panela cozinhe as cenouras no caldo de galinha [ou legumes - usei um caldo feito na hora: aproveitando a água usada para branquear as folhas de acelga, cozinhei as cascas e a bundinha da cenoura, os talos da acelga e um cubinho de caldo de legumes sem sal] até elas ficarem bem macias. Escorra. Na mesma panela coloque 1/2 xícara de azeite e refogue a cebola. Adicione as cenouras cozidas. Bata no processador com 2 colheres de sopa de azeite [usei caldo do cozimento em vez de azeite] até formar um purê. Tempere com sal e pimenta e reserve.
Numa panela pequena coloque o suco de laranja e cozinhe até reduzir pela metade, uns 15 minutos. Misture a manteiga, tempere com sal e pimenta. Junte os gomes de laranja e reserve.
Pré-aqueça o forno em 400ºF/ 205ºC. Numa grelha ou frigideira de ferro frite os peitos de frango, três de cada vez, virando para que fiquem dourados nos dois lados. Transfira os peitos de frango fritos para um refratário. Pincele com parte da harissa [*eu usei um pouco menos do que a receita pedia, porque não gostamos de nada muito apimentado] e asse por uns 10 minutos.
Misture o restante do azeite com o restante da harissa e o vingre sherry numa vasilha pequena. Misture as folhas verdes, azeitonas e echalotas picadas e tempere com o molho.
Sirva o cada peito de frango sobre o purê de cenouras, regue com o molho de laranja e acompanhe com a salada de folhas verdes [*que no meu caso não teve, infelizmente].
PS.: Não sou vegetariana e não pretendo ser, mas só não como menos carne porque quem cozinha no dia-a-dia é minha mãe e os costumes aqui na casa dela são diferentes daqueles que tenho adquirido com o passar do tempo na cozinha. Simplesmente não acho tanta graça no preparo de carnes, acabo me empolgando mais com receitas sem elas. Por mim, deixaria as carnes para os dias de churrasco ou quando aparecer aquele pedaço imperdível de cordeiro, de costela de porco ou uma bela feijoada com carne seca e paio. Mas, enquanto morar na casa de papai e mamãe, continuarei com as carnes, mesmo porque as necessidades deles são diferentes das minhas ;-)
5 de abril de 2010
Merendinha

Respeito e admiro pessoas criativas e mais ainda aquelas com a coragem de tomar uma iniciativa e tornar seus projetos realidade. Conheço o Michael, merecedor de confiança, por isso divulgo seu novo empreendimento, MERENDINHA.
31 de março de 2010
Sopa de mandioquinha
Durante minha última visita a São Paulo comprei dois produtos Vapza: uma mandioca e uma mandioquinha (que deveria ter sido um segundo pacote de mandioca, falha minha). A mandioca comemos em casa, entre amigos, passada na manteiga com muita cebolinha e ciboulette frescas bem picadinhas. A mandioquinha me acompanhou para Buenos Aires e virou um dos ingredientes de uma sopa de carne e legumes e um creme de mandioquinha, conforme receita da embalagem. Ambas ficaram boas, mas o creme de mandioquinha definitivamente foi meu preferido e não poderia deixar de aparecer por aqui.
Abaixo, a receita da embalagem, que diminui um pouco por ter utilizado parte da mandioquinha na outra sopa. Também opino que o queijo ralado é dispensável, tanto pelo aspecto visual como pelo sabor.
Creme de mandioquinha
* 1 pacote de mandioquinha Vapza (ou 500g de mandioquinha já descascada e cozinhada em água sem sal)
* 1 1/2 litro de água
* 2 CS de azeite de oliva
* 1 cebola média ralada (usei o mini-processador)
* 1 dente de alho picado (junto com a cebola no processador)
* 2 tabletes de caldo de carne (usei de frango, por falta de outro - teria preferido um de legumes)
* 2 tomates sem pele e sem sementes picados (tirei as sementes, deixei a pele - dão um frescor delicioso à sopa)
* 2 CS salsinha picada
* sal (se necessário, achei que não precisava de ajuste)
[* queijo parmesão ralado à gosto]
Processar a mandioquinha em 1l de água com o processador ou no liquidificador. Aquecer o azeite e nele refogar a cebola e o alho. Acrescentar os tabletes de caldo e 1/2l de água, ferver até que os tabletes se dissolvam. Acrescentar a mandioquinha processada e ferver por 2 minutos. Acrescentar o tomate e a salsinha, acertar o sal, servir com torradas ou croutons e polvilhar queijo ralado no prato.
Para a apresentação preferi não incorporar o tomate e a salsinha. Servi a sopa e coloquei esses ingredientes por cima, porque gostei do colorido que davam ao prato. Coloquei um fio de azeite por cima e me arrependi de acrescentar o queijo ralado. Fiz croutons que ficaram ótimos como acompanhamento.,
28 de março de 2010
Julie & Julia (o filme)
Num vôo Buenos Aires - São Paulo tive o prazer de finalmente poder assisitir a esse filme - mostraram o trailer na TV várias vezes, mas por aqui ele nunca entrou em cartaz... Ai, fiquei bem feliz dele ser uma das opções de entretenimento nesse vôo. Ou quase. Porque deu pau no sistema e não consegui ver o filme todo... Humpf!
Felizmente consegui alugar! E adorei - me diverti muito, dei boas risadas e fiquei com mais vontade de cozinhar. Pena que a cozinha por aqui continue não sendo minha... (sinto saudades da MINHA casa).
Bom, logo depois do filme fiz umas bruschettas espetaculares, abri um vinho... Teria sido melhor se estivesse rodeada de amigos (pai e mãe são gente boa, mas não são a mesma coisa... ainda mais on a daily basis).
Como diriam Julie e Julia: Bon apetit!
[Acabo de encontrar o blog de Julie Powell - Julie/Julia Project. E tem um novo também, que ainda não 'folheei'.]
Bruschetta sem usar o forno
Inspiradas numa cena do filme, continuadas pela minha imaginação gustativa, hehehe
* fatias de um bom pão de centeio aquecidas numa mistura de manteiga derretida e azeite de oliva com folhas de sálvia para aromatizar - dourar dos dois lados
* apagar o fogo, cobrir as fatias com queijo camembert (gosto dele maduro e cremoso), tampar a frigideira para manter o calor (usei uma de fundo grosso)
* cobrir com uma mistura de tomate picado bem pequeno (sem sementes) + ciboulette picada + sal e azeite
* servir com vinho tinto - no nosso caso foi um cabernet sauvignon (dos baratos de supermercado mesmo).
23 de janeiro de 2010
Sopa de beterrabas
Essa é bem mais 'moderna', meio doce, de sabor forte e encorpado. Não dá para comer um prato muito grande dela: com os acompanhamentos sugeridos (e olha que nem fiz tão caprichado como sugerido na receita original), ela satisfaz muito.
Vamos aos 'finalmentes' (infelizmente sem fotos, a máquina que estive usando pediu aposentadoria... Já não se fazem mais máquinas como antigamente; essa era do descartável consegue mesmo ser bastante irritante).
Sopa (para 3 pessoas, como refeição):
* 300g de beterraba (com casca mesmo e pedaço do talo) lavadas
* 300g de cebola roxa descascada e cortada ao meio
* 1 dente de alho descascado e cortado ao meio
* aprox. meia xíc. de açúcar mascavo
* 100ml de aceto balsâmico
* azeite de oliva para regar
* sal e pimenta do reino moída na hora
Colocar todos os ingredientes numa assadeira, regar com o aceto balsâmico e o azeite de oliva, temperar com sal (pouco!) e pimenta à gosto. Cobrir com papel alumínio e levar ao forno médio-alto por aproximadamente 30 minutos ou até as beterrabas estarem cozidas. Controlar o cozimento, se estiver ficando sem líquido, acrescentar um pouco de água (eu precisei colocar cerca de meio copo nessa fase).
Colocar tudo como está (é, com a casca da beterraba mesmo) no liquidificador e bater até ficar cremoso. Acrescentar mais água, se necessário.
Essa sopa pode ser servida quente ou fria. Meus pais preferiram comer quente, eu consumi a minha à temperatuera ambiente e estava ótima.
A sopa se complementa com um creme de queijo fresco cremoso e brotos de algo (usei brotos de rabanetes). O creme é feito assim: aproveite o forno (ou a brasa que sobra no fim do churrasco) para assar uma cabeça de alho dentro de papel alumínio. Exprema o creme de alho e misture em uma xícara de queijo fresco cremoso (pode ser ricota processada com leite ou água para ficar cremosa), incorpore também dill (fresco ou deshidratado) e, talvez, um pouco mais de leite ou água para deixar o creme mais fluido. Não achei necessário colocar sal.
Para acompanhar a sopa, a sugestão original é fazer um biscoito bem fininho e crocante, cobrí-lo com queijo de cabra e um chutney de frutas vermelhas. Fiz apenas o biscoito, dessa forma:
* aprox. 1 xíc. de farinha de trigo (originalmente um pouco menos, pois acrescenta sêmola, que eu não tinha)
* 10g de fermento fresco
* 1cc de açúcar mascavo
* uma pitada de sal
* salsinha picada (ou outra erva da qual gostar mais, eles sugerem coentro e menta)
* sementes de Kümmel
* água morna suficiente para dar liga
Misturar todos os ingredientes, unir com a água morna até não grudar na mão (se precisar, use mais farinha) e deixar fermentar em um ambiente quente (deixei dentro do microondas para não pegar corrente de ar) até dobrar de tamanho. Desgasificar a massa amassando brevemente e cortar pedaços. Formar um rolinho (minhoquinha, linguiça - chame como preferir) e abrir a massa com o rolo até ficar bem, mas BEM FININHA. Usar bastante farinha para não grudar na mesada ou no rolo. Colocar sobre uma assadeira polvilhada com farinha e levar ao forno bem quente por aprox. 10 minutos. Saem do forno ainda meio macios e endurecem quando esfriam. Retirar bem a farinha excendente. Rendeu 6 biscoitos bem grandes, poderiam ter sido algo menores.
O prato se monta assim: sirva a sopa num prato fundo ou bowl alto, coloque uma colherada generos do creme de alho num lado, os brotos do outro e um biscoito equilibriado em cima da borda e delicie-se.
***
Espero poder comprar uma nova máquina fotográfica logo, publicar receitas ou assuntos paisagístico-jardinísticos sem fotos tem bem menos de metade da graça...
2 de janeiro de 2010
Quem diria
16 de dezembro de 2009
Bolo de maçã preguiçoso
Aprendi com a Dri, num dia de chuva lá na Ilha. Repeti várias vezes. Em 2008 (ou seria 2007?) foi nosso bolo de aniversário (nosso, das capricornianas de janeiro!).
Ingredientes:
* 4 maçãs fatiadas (ou o suficiente para cobrir generosamente a forma)
* 1½ xíc. farinha
* 1 CS fermento em pó
* 1 ½ xíc. açúcar
* 4 ovos ligeiramente batidos (com o garfo mesmo)
* 3 CS manteiga derretida
* açúcar e canela para polvilhar
Untar a forma (mais ou menos uma do tamanho de uma folha A4) e espalhar as maçãs para cobrir o fundo. Misturar a farinha com o açúcar e o fermento e distribuir sobre as maçãs. Derreter a manteiga e derramar sobre o bolo, logo espalhar os ovos batidos. Levar ao forno até dourar. Polvilhar com a canela e açúcar.
Sairá proximamente do forno novamente ;-)
--> Saiu do forno semana passada, porém na versão ameixa. Ficou muito molhado, porém delicioso e refrescante.
20 de novembro de 2009
Dieta mediterránea
Director: Joaquín Oristrell
Reparto: Olivia Molina, Paco León, Alfonso Bassave, Carmen Balagué, Roberto Álvarez, Jesús Castejón
Sofía nace prematuramente en una barbería, rodeada de hombres que necesitan un corte de pelo el mismo día de junio de 1968 en que Bob Kennedy es asesinado.
Durante quince años, crece entre los fogones y las mesas de la casa de comidas de sus padres.
Mujer trabajadora, ambiciosa e imprevisible, muy pronto se enamora de dos hombres: con uno, Toni, el yerno que toda madre querría tener, se casa y tiene tres hijos; con el otro, Frank, el representante que todo artista querría tener, descubre el secreto de la alta cocina.
Con los dos llega a un acuerdo profesional y amoroso que revolucionará el mundo de la cocina.
Los personajes
Paco León (Toni)
Él es un hombre de pueblo. Nace feliz y crece feliz dando más de lo que recibe, y por eso acaba recibiendo más de lo que nunca hubiese soñado. Sabe manejar el dinero, la familia, los hijos y, sobre todo, a su mujer, Sofía. Es el más fuerte, el más honesto, el más caliente, el más persona. Es la sal.
Olivia Molina (Sofía)
Es la estrella de la historia: una chica de pueblo que llega a convertirse en "la mejor cocinera del mundo". La vemos nacer y crecer detrás de la barra de un bar. Asistimos a la creación de sus primeros platos, al descubrimiento de su vocación. La vemos querer, odiar, sufrir, manipular, ser explotada y explotar. Es atractiva, imprevisible, clara por fuera, oscura por dentro; es un genio... Es el Mediterráneo.
Olivia Molina (Sofía)
Detrás de todo gran cocinero hay un cerebro que lo guía, y en nuestra historia es Frank. Un Pigmalión que descubre de inmediato el talento de Sofía y dedica su vida a transformarlo en un éxito. Es un lobo solitario, o una serpiente cuando se trata de que alguien caiga en la tentación, o un perro abandonado cuando es incapaz de conseguir una familia por sí mismo. Es una isla.
Fuente: Canal de cine LaHiguera.net
27 de outubro de 2009
7 de setembro de 2009
Alimentos decorativos
Uma vez fiz um projeto de paisagismo onde o manjericão formava um canteiro grande para dividir a horta do restante do jardim e delimitar também o fim do terreno. Recebi um comentário de que seria uma quantidade demasiado grande para o uso culinário.
Mas não foi por isso que o coloquei naquele lugar, foi porque suas folhas arroxeadas combinavam bem, a altura era adequada, assim como a densidade de folhas e porque o aroma de suas folhas e flores seria interessante no local. Além disso, poderia ser utilizado para aromatizar o fogo de chão que ficava lá na horta, agregando ao delicioso cheiro de lenha e ao crepitar um perfume interessante.
Acredito que as plantas não têm que ser apenas ornamentais ou apenas alimentos, podem ser as duas coisas.
10 de agosto de 2009
La Dulce Estación
Além disso, o café acompanha água (isso por aqui é bastante comum) e um mini suco de laranja (natural!), além de uma fina barra de chocolate meio amargo com o "lacre" La Dulce Estación em chocolate branco.
E os preços estavam tão bons quanto (ou melhores) que os de outros lugares que não valem o suficiente para serem mencionados por aqui.
Quer vir? O endereço é:J B Alberdi 907 - Olivos (Buenos Aires)Ao lado da estação Borges do Tren de la Costa (um trem turístico que recomendo - nessa mesma estação também há um café gostoso, mas La Dulce Estación é melhor)
8 de agosto de 2009
Rizoto com caldo de cordeiro
Quando fiz o cordeiro guardei o que sobrou do caldo. Seria imperdoável jogar fora. Ficou congelado até eu decidir fazer o rizoto. Não segui uma receita, fiz como me lembrava que a Dani havia feito uma vez na casa dela.
Primeiro, refoguei cebola, cebolinha e alho poró, logo acrescentei o arroz arbóreo e vinho tinto. Ai começa o momento de mexer constantemente. Quando o vinho foi secando, comecei a acrescentar o caldo quente e continuei mexendo. Quando seca e o arroz ainda não está no ponto, acrescenta-se mais caldo (ou água quente se esse acabar). Assim vai até o arroz ficar al dente. Então, basta apagar o fogo, acrescentar manteiga e queijo ralado na hora, tampar e deixar repousar por aproximadamente 15 minutos. (Coloquei também um resto de molho de cogumelos que havia na geladeira).
Servi com carne picada com molho e erva doce refogada na manteiga.
Por cima, brotos de rabanete (produção própria!).
24 de julho de 2009
Cordeiro com nhoquis
Aqui na TV a cabo há um canal chamado El Gourmet que se dedica apenas as assuntos deliciosos de todos os povos, sabores, texturas e cores.
Comecei a assistir alguns de seus programas em novembro de 2008 e desde então estou com desejo de comer cordeiro, um prato que adoro mas que não combina muito com os mais de 30 graus de temperatura do verão. Vi uns sendo preparados em forno a lenha, ao ar livre, com temperos direto da horta. Não tenho essas condições para o preparo, mas o fogão a gás, mesmo sem tanto charme e o cheirinho da lenha, também deu conta.
Na noite anterior ao dia em que planejava o preparo da paleta de cordeiro que ganhei, subi para procurar uma receita no site do El Gourmet. Para minha sorte e felicidade encontrei uma fonte melhor: Camila, minha amiga chef lá do delicioso Restaurante Rosmarinus officinalis em Mauá estava online e me disse como ela prepararia a paleta se estivesse em meu lugar.
Para fazer como ela sugeriu, o prato foi postergado um dia, já que tinha que ficar marinando por aprox. 24h.
Primeiro, esfreguei a peça com sal grosso, pimenta do reino branca moída na hora e alecrim seco (na falta do fresco...). Num marinex coberto com filme plástico, ficou das 11h00 de um dia às 8h30 do outro marinando na geladeira.
Logo, esfreguei com mel cristalizado - esse ingrediente foi por minha conta, achei que combinava e não me arrependi.
A carne foi selada numa frigideira para então deitar sobre uma cama de legumes - salsão fatiado, cenoura cortada em rodelas grossas e cebola. Tudo foi banhado com vinho tinto e a assadeira foi completada até metade de sua altura com caldo de carne caseiro feito também no dia anterior (brodo) e tampada com papel alumínio.
Foi ao forno baixo por aproximadamente uma hora. Aumentei a temperatura para média-alta (sorry, não tenho termômetro) para dar uma acelerada. Ficou assim 2 horas. Abaixei novamente a temperatura - a carne já estava assada, mas ainda não desprendia dos ossos como devia.
Já quando selei a carne o aroma de alecrim, carne e pimenta era enlouquecedor. Ao fim de 4h30 de forno, a carne desprendia um aroma delicioso, soltava-se dos ossos como se nunca tivessem estado unidos e seu aspecto também era tentador.
Soltei a carne e desfiei ligeiramente para então acomodar ela e algumas cenouras sobre os nhoquis já cozidos, banhar com caldo, polvilhar com salsinha picada e parmesão recém ralado.
Voilá! Delicious, recomendo.
Dica da Camila para a hora da compra:
* escolha paletas pequenas, são mais macias
* os cordeiros do Uruguai são muito bons
De tanto falar em cordeiro para minha mãe ela me presenteou com uma linda paleta de cordeiro, mas lembrarei das dicas quando for escolher uma nova peça para outro delicioso prato algum dia ;-)
A sorte é que somos apenas 3 aqui em casa, então a escolha de uma paleta pequena foi a decisão lógica na hora da compra. Não sei a origem, esqueci de ver a etiqueta. Pode ter sido uruguaia como também patagônica - lá no sul consomem muito cordeiro.
Restaurante Rosmarinus officinalis, Mauá


