3 de abril de 2009

Torradas com champinhons


Mais uma do livro sobre a vida de Thomas Lieven: aqui ele prepara pratos da cozinha húngara, que rendem uma idéia salvadora, envolvendo a esposa de um diplomático de um país centro-americano e passaportes vencidos...

Escolhi a receita por saber que é deliciosa e que acompanharia bem a sopa que fiz a partir do molho de palmito que sobrou do almoço.
Para a sopa, fiz um pouco de caldo de legumes e simplesmente misturei ao molho que foi então aquecido. Ficou boa, mas claro que o sabor dos palmitos, que já era suave, ficou diluído e praticamente imperceptível...


Torradas com champinhons

Pegue champinhons frescos (usei os Paris, marronzinhos, que gosto mais - cuidado que podem vir com terra), lave-os e corte em finas fatias depois de tirar eventuais partes machucadas. Refogue-os em manteiga até ficarem macios, tempere com sal e pimenta, adicione um pouco de creme de leite fresco e deixe apurar um pouco.
Usei fatias de pão de forma, mas escolha o pão que mais gostar. Para que não absorvam demais o caldo dos cogumelos, torrei levemente na torradeira. Cortei cada fatia em quatro e coloquei montinhos de cogumelos sobre cada uma delas. Logo espremi umas gotas de suco de limão sobre cada bocado, polvilhei com parmesão ralado e salsinha finamente picada e levei ao forno para gratinar e aquecer.
Sirva quentes, se puder, em pratos aquecidos, pois esfriam rapidamente.
Podem ser usadas como entrada, petisco ou, como eu fiz, acompanhamento de uma sopa.

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2 de abril de 2009

Susto e palmitos

Nossa, há quase um mês não apareço com alguma novidade por aqui, que pecado!!!
Relatada a parte "susto" do título, vamos aos palmitos.


Hoje almoçamos "vegetarianamente", mas sem a intenção em si de não comer carne.
Fiz ravioles de verduras y queso com um molho de palmito inventado na hora (porque não achei uma receita e não tinha mais tempo para ficar fuçando).
Os ravioles são fáceis de comprar aqui nessas terras argentinas: escolha uma das muitíssimas fábricas de pastas, escolha os ravioles (ou a massa) que mais apetecer, ferva água com sal, adicione a plancha de ravioles e, em 3 a 5 minutos, voilá: deliciosos ravioles.

Para o molho dourei cebola finamente picada em manteiga, juntei palmito picado para refogar, adicionei farinha de trigo, dourei um pouco e fui adicionando leite lentamente e mexendo até levantar fervura. Então processei tudo na panela mesmo, acrescentei um pouco de parmesão ralado, nóz moscada ralada na hora e pimenta do reino. Nem sequer senti necessidade de acertar o sal. Se analisar bem, nada além de um clássico molho branco incrementado com palmitos (que também ficaria bem num prato fundo com croutons, recebendo o nome de creme de palmitos!! Sobrou molho: o que você acha que haverá para o jantar?).
Na hora de servir, primeiro os ravioles, logo o molho e algumas rodelas de palmito que havia separado com essa intenção.

6 de março de 2009

Palavras de outros

Hoje estou lendo blogs de outros, uns que acompanho há tempos, outros novos. Descobrindo, redescobrindo, me descobrindo.
E mencionando, indicando, como fiz aqui. E como quero repetir agora.

Direto do La Cucinetta, reproduzo parte do post de ontem da Ana:

"(...) Preciso confessar que pregar um estilo de vida tão natural e ao mesmo tempo estar tão acima do peso fazia com que eu me sentisse uma farsa. Não consigo expressar o tamanho do alívio que sinto hoje.
(...)
Sinto finalmente que estou dando a meu corpo o respeito que ele merece. Afinal, seu corpo é apenas um empréstimo. Assim como não se devolve um livro destruído, é muita falta de educação receber um corpo perfeitamente saudável e devolver à terra uma verdadeira tranqueira. ;)
(...)"

Vai lá!

5 de março de 2009

Aproveitando bem o forno



Não sei fazer peixe. Na verdade, vou além: não sei comer peixe. Peixe é algo a que meu paladar não está acostumado. Só gosto dos mais suaves (que não tem tanto gosto de peixe) - aprendi que devo escolher os de mar, porque os de rio tem o gosto mais acentuado devido à água barrenta.
Eu tento, mas confesso que sem muito sucesso, incluir o peixe na rotina alimentar. Minha mãe costuma fazer filézinhos empanados e fritos, o que é uma delícia (como qualquer fritura), mas não é saudável...
Então, quando encontrei essa receita de peixe que Fer publicou no
Chucrute com Salsicha, quis fazer apesar do calor que está fazendo e do tanto mais de calor que isso significa por ter que usar o forno.
Calor por calor, aproveitei para fazer também o acompanhamento (falsas batatas assadas) e a sobremesa (frutas assadas) no forno. Sobre essas eu falo depois, do peixe publico apenas as fotos, já que a receita está mais que bem explicada no post da Fer.
Ah! Usei filés de merluza.

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Ajude a sanar o problema da fome

3 de março de 2009

Pasta frola




Sempre que vejo uma dessas numa padaria bonaerense, acho linda. Gosto da decoração. Gosto de cozinhar. Gosto de fazer artesanato. Quer receita melhor que essa para passar uma manhã gostosa?
Como sobrou massa depois de decorar a torta e acho um pecado jogar fora, fiz esses biscoitinhos que deram um toque bacana na decoração e também ficaram bem gostosos. São ótimos para serem decorados com algum glacê e, por exemplo, chocolate granulado (o que não fiz).
Um belo presente para levar à casa de alguém, não acham?


***

Pasta frola - torta de doce de marmelo

* 2 xícaras de farinha de trigo (240g)
* 4 colheres de chá rasas de fermento em pó (a receita pede Royal porque o livro de receitas é dessa marca, hehehe)
* 1/2 xícara de açúcar (110g)
* 125g de manteiga
* 1 gema
* 1 ovo
* 2 colheres de sopa de leite
* 1/2kg de doce de marmelo - esse doce é o equivalente argentino à nossa goiabada, tão comum quanto e vendida a granel, em latas... igualzinho. Substitua por goiabada ou doce de batata doce, ou alguma geléia com pedaços de frutas... o recheio é por sua conta. Usei o meio quilo indicado na receita, mas achei que foi muito, ficou muito doce. Na próxima, diminuirei a quantidade de doce.
* 2 colheres de sopa de água quente
* 1 gema para pincelar

Peneirar a farinha e o fermento em pó, misturar com o açúcar e acrescentar a manteiga em temperatura ambiente. Misturar bem com um garfo grande (não achei necessário pegar a batedeira para essa massa) até obter uma farofa uniforme. Adicionar a gema e o ovo, misturar bem e colocar o leite, começando com uma colher, misturando bem e adicionando a segunda apenas se achar necessário para que a massa fique lisa. Essa massa não deve ser sovada, pois contém manteiga que deve esquentar o mínimo possível. Colocar na geladeira por 15 minutos para então conseguir abrir com um rolo sobre uma superfície enfarinhada. Também é possível colocar a massa diretamente na forma untada, formando o fundo com os dedos, mas fica menos uniforme se feito assim. Minha massa ficou ótima de abrir, só que péssima de desgrudar do granito e levar até a forma... Formei novamente uma bola, acrescentei um pouco mais de farinha e caprichei mais na quantidade de farinha que coloquei na bancada antes de voltar a abrir a massa com o rolo. Deu certo.
Com os recortes de massa formei novamente uma bola que voltei a abrir para cortar as tiras para a decoração da torta.
As sobras sofreram o mesmo processo para poderem virar biscoitinhos com formato de flor.
Lembre-se que a cada vez que você volta a formar a bola para abrir novamente a massa, acaba incorporando mais farinha a ela e deixando-a mais seca. Portanto, os biscoitinhos ficaram mais crocantes que a massa da torta, mais fofa. Ou seja, se quiser usar essa massa para fazer biscoitos, pode acrescentar mais farinha desde o início.
Bom, voltando à torta. Amasse bem o doce de marmelo (ou a goiabada) com um garfo, leve ao fogo em banho maria e acrescente as duas colheres de sopa de água quente para obter um doce liso com o qual possa rechear a massa. Logo coloque as tiras de massa decorando como achar mais interessante e pincele com a gema de ovo
- desencanei de pincelar a torta porque preferi polvilhar com açúcar de confeiteiro assim que tirei do forno.
Leve ao forno médio já pré-aquecido por 30 minutos ou até que as tiras de cima estejam ligeiramente douradas. Assei os biscoitinhos na sequência, em assadeira forrada com papel manteiga para facilitar a vida.
Polvilhe com açúcar de confeiteiro utilizando uma peneira fina logo que tirar do forno, assim o doce quente absorve o açúcar e ele fica visível somente nas tiras de massa ;-) .


Congelamos duas porções da torta para ver se a receita se presta a isso, algum dia eu conto como foi o resultado obtido, mas aposto que será bom.

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15 de fevereiro de 2009

Torta "represada" de maçã


Essa é mais uma tentativa de recriar a torta de maçã que minha avó paterna fazia, que toda a família adora e que ninguém tem a receita...
Uma vez ela anotou para mim, eu devia ter uns 14 anos, mas quem disse que eu consigo encontrar essa preciosa anotação?

Torta "represada" de maçã porque a assadeira era demasiado grande. Cheguei a tirar foto da torta antes de assar, caso o dick não resistisse e vazasse toda aquela deliciosa maçã. Mas, para minha felicidade, para uma cozinheira amadora sou ótima engenheira civil ;-) .
Ficou gostosa, refrescante, mas ainda não é essa a massa que estou procurando. Ok! Continuarei tentando.

Massa
* 200g de manteiga em teperatura ambiente
* 3 colheres de sopa rasas de açúcar
* 2 gemas
* 1 colher de chá de fermento em pó
* 400 g de farinha de trigo

Misturei a manteiga com o açúcar até formar um creme, acrescentei as gemas e continuei batendo. Logo incorporei a farinha de trigo peneirada com o fermento e bati até obter uma massa lisa que então forrou uma assadeira untada e enfarinhada. Furei o fundo da massa com um garfo para não formar bolhas ao assar. Essa massa foi preenchida com o purê de maçãs, decorada com um pouco de massa que eu havia separado para essa finalidade e assada por 30 minutos em forno moderado.
Ainda quente, foi polvilhada com açúcar de confeiteiro - coloquei numa peneira fina e fui polvilhando a totalidade da torta. O recheio úmido absorve o açúcar, deixando visível apenas a porção que cobre a massa decorativa.
Deixe esfriar, coloque na geladeira por pelo menos duas horas e sirva gelada. Se quiser, acompanhe com creme chantilly batido na hora.

Recheio
Usei seis maçãs de tamanho médio, daquelas suculentas. Elas foram lavadas, descascadas e raladas com ralo grosso. Foram para a panela com açúcar - a quantidade dependerá das maçãs, uns pedaços de casca de limão e 50ml de suco de limão - essa quantidade também pode variar de acordo com seu paladar.
É importante que o recheio esteja frio antes de ir para a assadeira, porque a massa contém manteiga.

14 de fevereiro de 2009

Some o'clock tea


A receita é de um livro tão antigo que está impresso em letras góticas, as páginas já pediram divórcio umas das outras e estão morando comodamente em envelopes plásticos dentro de uma pasta que tem uma capa nada que ver com cozinhas e suas delícias...
Esse livro de minha mãe é bem mais interessante que a cópia inteira que tenho em minha cozinha. Foi, na época, um brinde do fermento em pó Royal. Brinde bom. Muitas de suas receitas já foram preparadas pela minha mãe quando eu era criança. Algumas tem anotações do tipo repetir, a massa do fundo é boa, não gostei. Folheá-lo já é por si só um passa-tempo agradável.
O bolo, simples e rápido, é também muito fofinho e delicioso. E presta-se muito bem a ser congelado - se bem que dessa vez tivemos visitas e não houve sobras a serem congeladas, pois no café da manhã do dia seguinte também estava delicioso.


Bolo mármore
* 170g de manteiga
* 160g de açúcar
* 2og (2 colheres de sopa) de açúcar baunilhado (eu não tinha, então usei 20g a mais de açúcar e uma colher de chá de essência de baunilha)
* 3 ovos
* 250g de farinha de trigo
* 3 colheres de chá de fermento em pó
* 5 colheres de sopa de leite + 3 se for usar o chocolate em pó
* uma pitada de sal
* 30g de chocolate em pó

Bater as claras com uma pitada de sal em neve e reservar.
Bater a manteiga até ficar cremosa, adicionar o açúcar e o açúcar de baunilha (ou a essência), continuar batendo e acrescentar as gemas levemente batidas. Peneirar duas vezes a farinha com o fermento em pó e acrescentar aos poucos, alternando com o leite. Incorporar as claras em neve com delicadeza e dividir a massa em duas partes. Numa delas, acrescentar o chocolate em pó e, alternando com as 3 colheres de sopa de leite extras.
Numa forma untada e enfarinhada colocar parte da massa clara, logo uma camada da massa com chocolate e terminar com a massa clara. Gosto de pegar uma faca e misturar levemente as massas, para obter um desenho interessante no bolo quando fatiado.
Assar por 50 a 60 minutos em forno moderado.

Obs.: a minha forma era pequena, então usei também uma tigela de barro para assar cerca de 1/5 da massa.

Delícias da mamãe


Carne de panela com batatas. Minha mãe sempre foi ótima nisso. Delícia pura, com gosto de infância.

7 de fevereiro de 2009

Petiscos de forno



A embalagem dos discos para as tortas da Salteña traz duas unidades. A que sobrou de ontem usei hoje para fazer esses petiscos. Cortei o disco em retângulos para fazer os petiscos napolitanos (fatia de tomate, parmesão e orégano), em quadrados que receberam uma borda e foram recheados com creme de espinafre que havia na geladeira e os demais recortes maiores viraram trouxinhas com parmesão, tomate e manjericão fresco e tirinhas que enrolei e salpiquei com páprica doce em pó ou com pimenta do reino branca moída na hora.
Achei que a massa de ontem poderia ter ficado mais cozida, por isso pré-assei as forminhas que seriam recheadas por 5 minutos em forno médio, logo coloquei o recheio e assei por mais 5 minutos antes de colocar as tirinhas de massa com tempero que assam mais rapidamente por não terem água adicionada. Esse último golpe de forno foi de outros 5 minutos. Ou seja, os petiscos recheados ficaram 5 + 10 minutos assando e os sem recheio apenas 5.

Minha mãe e eu devoramos tudo com uma Brahma gelada e desencanamos do almoço.

A massa crua, logo recheada depois de 5 minutos de forno médio.


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6 de fevereiro de 2009

Leve, saudável e delicioso


Aqui é fácil comprar massas prontas para tortas, empanadas, pizzas e similares. Com uma versão light de massa para tortas nasceu o almoço de hoje: torta de abobrinha com salada. Torta de abobrinha * um disco de massa light para tortas La Salteña
* 4 abobrinhas - usei 3 redondas e 1 zuchini

* cebola picada * noz moscada ralada na hora * pimenta do reino branca ralada na hora * presunto cru picado * queijo cremoso com pouco ou nenhum sal (usei Port Salut untable, La Serenisima)
* manteiga

Refoguei a cebola e as abobrinhas na manteiga, acrescentei o presunto cru (que adiciona ao recheio o sal necessário), temperei com noz moscada e pimenta e, no fim, juntei o queijo cremoso e deixei apurar um pouco mais.
Esperei o recheio esfriar antes de colocá-lo sobre o disco de massa que acomodei numa forma de fundo removível untada com manteiga. Decorei com as aparas da massa.
Assei por 15 minutos em forno médio e servi morna com uma salada de tomates, cenoura e alface.


Enquanto não vai para a panela...


... a couve decora a cozinha


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Belisquetes delícia


Torradinha de arroz com uma tirinha de pimentão em conserva caseiro, mussarela temperada e uma pitada de sal. Um pouco difícil de morder, porém lindo e delicioso.

Pimentões em conserva
Lavar os pimentões, abrí-los e tirar as sementes. Assar os pimentões no forno e descascá-los ainda quentes. Fatiar e temperar com azeite de oliva extra-virgem, sal, alho fatiado, orégano e sal. deixar curtindo na geladeira por pelo menos 24 horas.

Mussarela temperada
Escorrer o líquido, temperar com sal, pimenta do reino branca moída na hora, muita ciboulette picada e azeite de oliva extra-virgem. Deixar curtir na geladeira por 24 horas.

Depois basta montar as torradinhas ou pedaços de pão (o italiano é ótimo para isso), acertar o sal e deliciar-se. Servir em seguida para não amolecer!


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14 de janeiro de 2009

Quem não tem bacon, caça com salame


Havia bifes congelados. Uma parte minha mãe transformou em deliciosos bifes à milanesa. A outra poderia ter sido um repeteco, mas me inspirei em (finalmente) fazer bife à rolê (ou braciola, se preferirem). Adoro bife à rolê, não sei porque nunca tinha experimentado fazer. Nessas horas recorro aos blogs amigos e à internet.
Dessa vez, como já aconteceu muitas vezes no passado, achei dicas no
Chucrute com Salsicha. Foi ótimo ver que eu estava imaginando a receita do jeito "certo", apesar de não ter os ingredientes necessários à disposição e de, às 21h00, não ter mais vontade de ir ao mercado.
Nesse caso, bacon virou salame, cenoura eu tinha, pimentão virou talinhos de champignons e acrescentei ovo cozido (que na próxima não participará mais, porque com o cozimento das braciolas ficou muito duro e meio borrachento).
No molho usei cebolas refogadas com cenoura, extrato de tomate e champignons frescos fatiados.
Ficou bom, mas não atendeu às minhas expectativas. Prometo planejar mais na próxima para melhorar o resultado final.




Usei quatro bifes do tamanho da palma da mão e bem finos, temperei com sal, pimenta do reino branca moída na hora e mostarda. No centro coloquei cenoura, os talos dos champinhons e 1/4 de ovo cozido. Cobri esse recheio com uma fatia de salame e enrolei os bifes. Prendi cada um com 3 palitos que foram retirados antes de servir.
Numa panela refoguei cebola e o restante da cenoura (em rodelas) e logo dourei os bifes de todos os lados. Acrescentei extrato de tomate e água e deixei cozinhar na panela tampada por meia hora.
Servi com purê de batatas bem lisinho (apesar de ter pensado em cozinhas as batatas junto para ficarem impregnadas com o molho fantástico).


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6 de janeiro de 2009

Goulasch com batatas



O tempo esfriou e deu vontade de comer novamente, de tão bom que estava. Mas neste momento não tenho tempo para cozinhar nada mais demorado, mesmo porque teria que ir ao supermercado antes. Então vou me contentar em publicar a receita. Coloco fotos da receita do livro publicado em alemão e da tradução ao português. E uma tradução livre minha, porque o original faz a gente salivar ao ler a receita, enquanto a tradução deixa dúvidas sobre o preparo... Mas também quero dizer que as receitas do livro são para cozinheiros como eu, que vão também pelo olho, pela consistência, pelo aroma... Essa é um bom exemplo de receita assim, já que não menciona quantidades.




Goulasch com batatas
Pegue gordura e cebolas e deixe-as refogar até ficarem transparentes. Elas devem ser temperadas com sal e páprica doce. Chegado esse ponto, acrescente carne bovina cortada em cubinhos pequenos. Um pouco antes da carne ficar cozida, acrescente cubinhos pequenos de batatas. Observe: deve-se usar a mesma quantidade de carne e de cebolas! Além disso, acrescente manjerona e picles picados no final.

Meus pitacos:
* gordura: usei óleo de milho, eles se referem a gordura animal)
* usei 750g de paleta delantera (vou me informar sobre a tradução desse corte e volto)
* e 750 g de cebolas (lembre-se: quantidades iguais de carne e cebola são o segredo do goulasch!)
* na tradução, ignoram o tempero Majoran (manjerona) que deve ser adicionado ao finalizar a receita.

Bom proveito!

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31 de dezembro de 2008

Use seus sentidos

Que em 2009 possamos nos deliciar e deslumbrar com sabores conhecidos em antigas ou novas versões, com sabores novos que despertaram nossa curiosidade ou até com aqueles que nos davam certo temor, com seus aromas, texturas, temperaturas e aparências.

:-) bom proveito na vida

16 de dezembro de 2008

Sem previsão de volta

Lamento, mas não sei quando poderei voltar a postar por aqui.
Sinto saudades.
Até mais...

4 de dezembro de 2008

Finalmente!


Finalmente comecei a fazer receitas do livro que dá nome ao blog. Já são 4: medalhões de filé mignon com molho madeira, torradas com champinhons, sopa de cebola gratinada e goulasch com batatas. Esqueci de fotografar a sopa pronta... O goulasch comeremos agora na hora do almoço - nham! Fotos e receitas publico oportunamente.



20 de novembro de 2008

Voltando no tempo


Eu adorava ler gibís. Quem não gostava?
Num deles veio de brinde um livrinho de receitas. Na época fiz várias delas com a minha mãe, acho que as bolinhas de queijo eram as preferidas. Pena que são fritas, o que me impede de fazê-las atualmente.
Fuçando meus livros, recortes, impressões da internet para me inspirar, resolvi fazer uma das receitas desse livrinho: biscoito sírio. Simples de muito gostoso. Leva apenas farinha, manteiga, açúcar e fermento em pó.
A massa ficou um pouco seca demais para formar rolinhos, pois esfafrelava. Eu não tinha mais manteiga e optei por não adicionar água ou leite. Então formei bolinhos na palma da mão, que foram amassados com o dedão. Isso para que o CSI tenha minha impressão digital para provar que fui eu quem fez, hahaha!

Costela assada


Comprei uma bandejinha de costela bovina e tive a grata surpresa de ser desossada. Pura carne deliciosa.
Tinha planejado um jantar para duas pessoas, mas a ausência de ossos fez com que rendesse para três. Ainda bem, pois houve um comensal com quem eu não contava.
Como sou do contra e uso o forno mesmo num escaldante dia de primavera paulistano, fiz as costelas assadas no forno com um pouco de óleo de milho* , cebolas cortadas em gomos, tomatinhos-cereja cortados ao meio, alecrim seco que foi colhido da planta aqui de casa há alguns (vários) meses. Para temperar, sal gourmet Lebre** e pimenta do reino branca moída na hora.
Para acompanhar, arroz cozido em caldo de legumes caseiro (que eu tinha congelado) e maçã assada junto com a carne e temperada com um pouco de cravo em pó. Além de uma refrescante salada de pepino, alface, cebola e tomates-cereja, todos orgânicos e temperados com limão siciliano, sal e pimenta-do-reino branca.

Aproveitei o forno para assar uma abóbora e os floretes de couve-flor da sopa do post anterior com um pouco de azeite (olha a contradição... toda "regra" tem sua exceção*) e também para assar umas maçãs que serão comidas doces - essas temperei com limão, canela em pau e cravo em pó e deixei meio durinhas para terminar de assar no dia em que forem comidas.


* não gosto do sabor do azeite depois de aquecido... esse eu uso apenas frio, para dar um toque quando os pratos o requerem
** algum blog disse que esse sal gourmet é flor de sal, mas eu discordo... é um sal grosso não tão grosso, com grãozinhos menores que são deliciosos quando mastigados com a comida (use com moderação). Provei flor de sal esse fim de semana e concluí de forma definitiva que o sal gourmet não é flor de sal coisa nenhuma mesmo. Ainda assim, gosto de usá-lo.